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Kairós Capital: “é difícil ficar estruturalmente otimista com Brasil”

Para o gestor Fabiano Godoi, Brasil teve uma grande sorte econômica em 2021, mas deve queimar essa "gordura" com agendas populares

(CONDADO DA FARIA LIMA) – “O Brasil parece aquele aluno medíocre que se contenta em tirar nota 5, pegando uma ou duas recuperações, mas passa de ano. O problema é que uma hora isso não funciona”.

A frase foi dita no Coffee & Stocks desta quarta-feira (21) pelo fundador e gestor da Kairós Capital, Fabiano Godoi, que tem 25 anos de experiência no mercado financeiro.

Para ele, o País teve muita sorte em 2021 com o rali dos preços das commodities e as surpresas positivas na nossa economia. Mas ao invés de aproveitar isso para fazer uma reforma estrutural, o governo tem preferido falar de agendas mais “eleitoreiras”, como um bolsa-família turbinado e extensão do auxílio emergencial. “Então, é difícil ficar estruturalmente otimista com Brasil”, conclui.

Apesar disso, o Brasil hoje tem uma parcela importante do fundo, de 25% (como comparação: no começo do ano o Brasil era 5% do risco do fundo multimercado Kairós Macro). A posição “real contra dólar” é a preferida de Godoi dentro da cesta de ativos brasileiros.

Na segunda parte da entrevista, Godoi deu uma verdadeira aula sobre como fatores técnicos ligados à emissão de títulos do governo americano estão afetando o comportamento dos juros dos EUA. Esse é um dos motivos que fez a Kairós aumentar a posição tomada nos juros de lá (ou seja, que ganha caso a expectativa para a taxa de juros dos EUA comece a subir).

“É pouco provável que toda essa enxurrada de estímulos não gere inflação e ela chegue na meta do Fed”, conclui.

Confira a entrevista completa no vídeo acima ou direto em nosso canal no Youtube (link aqui).