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Brasil entrou em estágio de “mediocrização”, que pode durar até 2023, diz gestor do XP Macro

"Coffee & Stocks" entrevistou Bruno Marques, gestor de um dos (poucos) fundos multimercados que se saíram bem nos últimos dois meses

(CONDADO DA FARIA LIMA) – Poucos fundos multimercados conseguiram se destacar positivamente no complicadíssimo outubro. Um dos que foram bem foi o XP Macro, que teve ganhos de 2,2% no mês passado (após já ter rendido 3,75% em setembro). Em 2021, o fundo XP Macro está com retorno de 6,2%, quase o dobro do CDI no período.

Recebemos Bruno Marques, um dos gestores do fundo, no Coffee & Stocks desta quarta-feira (10). Com 23 anos de mercado – sendo 20 deles no mundo de gestão de recursos -, Marques explicou as 3 coisas que o time de gestão fez para ter essa boa performance ao longo deste ano: posição tomada em juros americanos e chilenos, posição tomada em juro em juro brasileiro (que foi zerada semanas atrás) e posição vendida em bolsa brasileira.

Para Marques, o Brasil está em um “cenário de mediocrização, voltando a ser o que era”. Ele até fez uma referência ao “aluno nota 6”, analogia feita pelo Beto Sicupira que diz que quando o Brasil está muito bem, ele acaba relaxando e volta para a média; da mesma forma, quando ele está muito mal, ele se esforça para voltar para a “nota 6”.

O grande problema, na visão do gestor, é que faltam gatilhos para o Brasil mudar esse cenário. Além disso, nosso ciclo de alta de juros deve levar a Selic próximo de 12% até abril do ano que vem e ciclos monetários tendem a ter efeito na economia a partir de 12 a 18 meses.

“Ou seja, a gente deve sofrer em 2023. Por isso eu falo de cenário de mediocrização”, conclui o gestor.

A entrevista completa está no vídeo acima ou direto em nosso canal no youtube (clique aqui para acessá-la)