Profissional da nova década

5 razões para seguir carreira como analista de ações

Com mercado extremamente aquecido e pouquíssimos profissionais qualificados, setor tem tudo para decolar nos próximos anos

O mercado financeiro apresenta uma possibilidade real para que pessoas de diferentes perfis financeiros multipliquem seu patrimônio, mas não existe milagre. O setor exige, principalmente no segmento de ações, diferentes níveis de conhecimento que não se aprendem da noite para o dia.

Primeiro, o investidor precisa entender como funciona a bolsa de valores em si: seus códigos, instrumentos e comportamentos. Sem este conhecimento, não conseguirá nem mesmo realizar uma simples ordem de compra de ações.

Depois disso, mas não menos importante, também é preciso conseguir discernir um bom investimento de um mau investimento. Aqui, trata-se da capacidade de avaliar e precificar empresas listadas em bolsa, culminando em decisões de compra ou venda.

Ademais, é imperativo que, mesmo entre os ativos escolhidos para compor um portfólio de investimentos, o investidor consiga alcançar um equilíbrio em termos de exposição. Só assim a sua carteira estará protegida de possíveis oscilações pontuais ou setoriais.

Ou seja, existe uma clara curva de aprendizado que não pode ser ignorada por quem deseja explorar este mercado. E, como muitas pessoas não têm tempo ou motivação para estudar o setor, fica cada vez mais nítida a importância dos analistas de ações no amadurecimento da bolsa de valores nacional.

E é justamente isso que Thiago Salomão, analista de investimentos e apresentador do Stock Pickers, ensina na série O Profissional da Nova Década: como iniciar sua carreira no mercado financeiro começando do zero. Inscreva-se agora.

Se você ainda tem dúvidas, a reportagem conversou com Salomão e elencou cinco razões que devem ajudar a ocupação a ganhar cada vez mais relevância nos próximos anos. Confira abaixo:

1 – Mercado aquecido

Com as taxas de juros em níveis historicamente baixos, os investidores brasileiros que já estavam no mercado precisaram sair da renda fixa para buscar níveis de rentabilidade compatíveis com o que haviam alcançado em anos anteriores.

Também chegou muita gente nova, fruto do trabalho de popularização do segmento realizado por corretoras como a XP. Muitos deles, buscaram aproveitar a desvalorização pontual do mercado de ações por conta da pandemia do novo coronavírus.

Com isso, o número de investidores na bolsa brasileira, a B3, foi de cerca de 500 mil em 2015 para 3,5 milhões em 2021. Mas o ambiente positivo também propiciou, além da entrada de novos CPFs, a chegada de novos CNPJs por ali.

E aqui estamos falando de empresas listadas em bolsa. A janela de IPOs voltou a abrir e diversas novas companhias começaram a negociar seus papéis na B3, aumentando ainda mais a demanda por analistas.

2 – Poucos profissionais qualificados

O que nos traz para o segundo motivo. Somente a tendência de crescimento do mercado já seria um bom indicativo de como a ocupação pode crescer no futuro, mas existe um agravante: há poucos profissionais qualificados para exercer a função.

Segundo dados de março de 2021 da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec), o Brasil tem apenas 959 profissionais habilitados a trabalhar na área. Enquanto isso, os EUA têm 200 mil.

“O juro caiu muito mais rápido do que o mercado conseguiu formar profissionais. Com isso, a demanda cresceu e a mão de obra ficou escassa”, diz Salomão. “Precisamos de analistas para precificar e emitir opiniões sobre empresas. E isso não é escalável, já que cada profissional tem um limite de companhias que consegue acompanhar”, completa.

Nessa linha, há oportunidades em corretoras, casas de análise, escritórios de agentes autônomos, entre outras.

3 – Remuneração

Essa escassez de mão de obra poderia indicar, à primeira vista, que a remuneração da profissão não é atraente, certo? Errado. Segundo o guia salarial de 2021 da consultoria de recursos humanos Robert Half, o salário inicial para analistas gira em torno de R$ 11 mil. Para profissionais mais experientes, esse valor pode chegar a R$ 27,7 mil.

E, segundo Salomão, costuma ainda ser passível de acréscimos. “Muitas empresas hoje oferecem um salário fixo base mais variáveis atreladas a métricas de performance dos seus colaboradores. Num ambiente em que todos têm as mesmas oportunidades, essa é a melhor maneira de recompensar um trabalho bem feito”, diz.

4 – Área em constante transformação

Então, para quem deseja ser melhor recompensado, é preciso estar sempre antenado e estudando novas tendências de mercado. Aquele profissional que gosta de estar num ambiente de constante aprendizado tem tudo para se destacar na área e se manter relevante durante muito tempo.

“Muitas coisas que ocorrem no mercado não estão em livros. Recentemente, por exemplo, tivemos uma mudança de percepção sobre empresas que ainda não geram lucro. Se no passado elas eram rejeitadas, hoje são algumas das maiores valorizações da bolsa nesse momento”, diz o analista se referindo ao boom das companhias de tecnologia.

Ou seja, há sempre espaço para crescer e transformar informação em dinheiro, desde que você tenha apetite para isso.

5 – Certificação

Por fim, e principalmente num mercado que vem crescendo desordenadamente por conta da explosão de demanda referida acima, um profissional sério, que consegue se distinguir de aventureiros, costuma colher mais frutos. E, para isso, nada melhor do que obter uma certificação ofertada por uma instituição séria.

Na série O Profissional da Nova Década, ministrada por Thiago Salomão, além de descobrir como ocupar essa lacuna do mercado financeiro e alavancar sua carreira em apenas um ano, você também recebe seu primeiro certificado no segmento. Inscreva-se agora.