Polilaminina: Anvisa diz por que não apoia ampliar uso experimental após 9 mortes

Após críticas de pesquisadora, agência reage em nota e aponta falhas na condução dos estudos da polilaminina

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta quinta-feira (22) uma nota de esclarecimento após críticas públicas da pesquisadora Tatiana Sampaio. A controvérsia envolve o uso compassivo da polilaminina, substância experimental estudada para tratar lesões na medula espinhal. No documento, a agência questiona o laboratório Cristália pela demora em iniciar os testes clínicos e afirma que ainda faltam dados confiáveis sobre a segurança do tratamento.

A discussão ocorre após o registro de nove mortes entre pacientes que receberam a substância por uso compassivo, ou seja, sem que tenha sido comprovada uma relação com o tratamento. Segundo a Anvisa, especialistas consultados foram unânimes em “não recomendar a ampliação do uso compassivo do produto experimental”. Entre as preocupações estão os óbitos, a forma de aplicação e os riscos ainda desconhecidos.

Na nota, a agência repudia as ofensas dirigidas pela pesquisadora a integrantes de sua diretoria e defende o caráter técnico de suas decisões.

Entenda a polêmica

Desenvolvida a partir de pesquisas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a polilaminina busca estimular a regeneração de conexões nervosas danificadas por lesões na medula espinhal. Os pesquisadores investigam seu potencial para recuperar movimentos e outras funções comprometidas, mas os resultados ainda ainda dependem de comprovação científica.

A controvérsia envolve o andamento da pesquisa, as condições de acesso à substância e a falta de informações sobre os pacientes tratados.

Entenda os principais pontos:

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A agência reforçou que continua aberta ao diálogo, mas ressaltou que a autorização de tratamentos experimentais exige evidências científicas e respeito às normas de segurança.