Ministério da Saúde passa a recomendar mamografia a mulheres de 40 a 49 anos

Mudança nas recomendações ocorrem para ampliar o rastreio do câncer; novos medicamentos entram no protocolo contra a doença

Victória Anhesini

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O Ministério da Saúde informou nesta terça-feira (23) que a recomendação para a realização da mamografia mudou. A partir de agora, mulheres de 40 a 49 anos podem pedir para realizar o exame como forma de prevenção precoce do câncer de mama. 

Antes, a regra do Sistema Único de Saúde (SUS) dizia que era indicado que mulheres de 50 a 69 anos precisavam fazer a mamografia a cada dois anos, mesmo se não houvesse sinais ou sintomas de câncer de mama. 

Agora, o rastreamento é diferenciado por faixa etária. Mulheres entre 40 e 49 anos têm direito ao exame, mas não precisam realizá-lo obrigatoriamente a cada dois anos. Entre 50 e 74 anos, o rastreamento é populacional e ocorre a cada dois anos. Já para quem tem mais de 74 anos, a realização do exame deve ser decidida de forma individual, considerando comorbidades e expectativa de vida.

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Incidência

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o mais incidente no Brasil, excluindo dados dos tumores de pele não melanoma. As taxas mais altas estão nas regiões Sul e Sudeste. O Ministério da Saúde informou que no triênio 2023-2025, a estimativa é de 73.610 novos casos da doença, o que equivale a uma taxa ajustada de incidência de 41,89 casos por 100.000 mulheres.

Por isso, a mamografia é o exame principal para o rastreamento da doença, já que é ele que identifica se há alterações como cistos, nódulos, entre outros sinais clínicos. Se houver detecção, pode ser indicada a biópsia para confirmar o diagnóstico.

Antes dessa mudança, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) já indicava que mulheres realizassem anualmente o exame a partir dos 40 anos. A pasta informou que só em 2024, mais de 30% das mamografias feitas no Brasil foram em mulheres abaixo dos 50 anos. 

A pasta também divulgou que essa mudança faz parte de uma série de medidas estratégicas para ampliar a prevenção. Além da recomendação, novos medicamentos entram do SUS, especificamente dentro do primeiro Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de câncer de mama, entre eles: