Maiores águas-vivas do mundo invadem praias dos EUA e geram alerta pela toxicidade

Queimaduras pelo contato podem surgir mesmo após 25 dias da morte do animal

Agência O Globo

Água-viva juba-de-leão — Foto: Reprodução/Redes sociais
Água-viva juba-de-leão — Foto: Reprodução/Redes sociais

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A paisagem das praias da Nova Inglaterra, região nordeste dos Estados Unidos, vem mudando nas últimas semanas. Relatos de moradores mostram imagens de águas-vivas juba-de-leão (Cyanea capillata), considerada a maior espécie do mundo, mortas na areia.

O contato com esses animais pode causar queimações intensas, pela presença de neurotoxinas nos tentáculos. Outros sintomas que podem surgir são: vergões vermelhos, coceira, cãibras musculares, dores de cabeça e náuseas. Além disso, queimaduras pelo contato podem surgir mesmo após 25 dias da morte da água-viva.

Segundo as autoridades e especialistas de vida marinha, esse é maior aparecimento delas, considerado em nível alarmante, desde 2020. E foi provavelmente causado por questões como aquecimento da temperatura dos oceanos, pelos ventos e correntes de maré e pela abundância de fontes de alimento dos locais atingidos.

“Neste momento, Cape Cod está inundada de águas-vivas juba-de-leão! Milhares delas foram arrastadas para o pântano pelas marés”, diz a conta Great Marsh Kayak Tours, no estado de Massachusetts.

Outra cidade também compartilhou uma mensagem de alerta para a população:

“Mantenha crianças e animais de estimação longe de águas-vivas encalhadas. Não toque em águas-vivas ou tentáculos desprendidos, mesmo que pareçam mortos”, diz um comunicado da cidade de Beverly, também de Massachusetts.