Magnésio, spirulina: Anvisa proíbe suplementos alimentares produzidos pela Gecaps

Proibição foi realizada pela autarquia nesta quarta-feira; empresa informa que liminar judicial garante comercialização de produtos

Agência O Globo

Suplemento da Gecaps. Foto: Divulgação
Suplemento da Gecaps. Foto: Divulgação

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Em nova decisão, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta quarta-feira (25) a comercialização, propaganda e distribuição de todos os suplementos alimentares e alimentos produzidos pela empresa Gecaps Comercio de Produtos Naturais LTDA, de São José dos Pinhais, no Paraná.

De acordo com a agência, a a determinação ocorreu após serem identificadas diversas irregularidades por parte da fabricante dos produtos.

“Como ausência de estudos de estabilidade e de controle de qualidade dos suplementos; falta de cumprimento das Boas Práticas de Fabricação; inexistência de Programa de Controle de Alergênicos; e uso, na rotulagem, de indicações terapêuticas e alegações funcionais e de saúde não aprovadas”, aponta a Anvisa, em comunicado.

No Instagram, a Gecaps acumula mais de 10 mil seguidores e um dos últimos vídeos publicados as novas regras da Anvisa são citadas.

Lista dos produtos afetados

Dentre os produtos ofertados no site da Gecaps, estão:

O que diz a empresa

A Gecaps Nutracêuticos informa que em 4 de maio conseguiu um Mandado de Segurança para retomar a fabricação, comercialização e distribuição de produtos em todo o Brasil. De acordo com a empresa, a medida judicial foi necessária para questionar os fundamentos do despacho da Anvisa. Confira o posicionamento da empresa:

“No início de fevereiro, a Vigilância Sanitária de São José dos Pinhais realizou fiscalização e interditou temporariamente a produção para a implantação de procedimentos de qualidade e formalização documental interna. A ordem foi efetivada, as melhorias incorporadas à operação e já no dia 23 de fevereiro, em nova inspeção municipal, a fábrica foi liberada para voltar a produzir.

Mas, no dia 25 de fevereiro, a Anvisa publicou a Resolução-RE nº 711/2026 com restrições à fabricação e comercialização, além de determinar o recolhimento de produtos da Gecaps com base na interdição municipal, que não tinha mais validade. A decisão foi divulgada nacionalmente e reproduzida pela imprensa. A empresa recorreu administrativamente e conseguiu um efeito suspensivo. Porém, em 4 de maio, um novo despacho retomou os efeitos da medida anteriormente suspensa com restrições de comercialização, mas sem fatos novos, sem nova inspeção, sem o descumprimento de exigências sanitárias ou de qualquer fundamento técnico.

‘A Gecaps reforça seu compromisso de qualidade industrial ao adotar padrões rigorosos em cada etapa de produção para ofertar aos consumidores suplementos seguros. Nós reconhecemos a importância da fiscalização da Vigilância Sanitária e da Anvisa e estamos à disposição das autoridades. Mas enfrentamos uma crise reputacional por questões atendidas e já resolvidas, o que gerou prejuízo à empresa, às marcas parceiras que trabalham conosco, aos consumidores e às pessoas envolvidas nas atividades fabris, como funcionários e fornecedores’, comentou o fundador e CEO da Gecaps Latam, Gerson Bellar.”, em comunicado.