Incompatibilidade genética: conheça condição que impediu gravidez de Mariana Rios

Atriz revela que condição genética, identificada durante fertilização in vitro, pode impedir gestação do primeiro filho

Victória Anhesini

Mulher grávida (Pixabay)
Mulher grávida (Pixabay)

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Mariana Rios, atriz de 39 anos, compartilhou que ela e o namorado, João Luis Diniz D’Avila, possuem uma incompatibilidade genética que dificulta a gestação.

Durante sua participação no podcast “Grande Surto”, apresentado por Fernanda Paes Leme, a atriz explicou que o casal está passando por um processo de fertilização in vitro (FIV).

Ao relatar a experiência, Mariana contou que a informação surgiu após a formação dos embriões em laboratório.

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“Eles tiveram que passar por um teste genético, que você pode ou não fazer. No meu caso, precisei fazer porque eu e meu namorado temos uma incompatibilidade genética, uma chance em um milhão”, disse.

O resultado do teste mostrou que ambos são portadores do mesmo gene recessivo. Se os embriões herdassem essa mutação de ambos, a gravidez não se sustentaria.

O que é a incompatibilidade genética?

A condição relatada por Mariana é rara, mas conhecida na medicina reprodutiva. De acordo com Edward Carrilho, especialista em reprodução assistida da Fertility, do FertGroup, trata-se de uma situação em que o casal carrega alterações genéticas que, ao se combinarem, aumentam o risco de falhas gestacionais.

“Isso pode levar a dificuldades para gerar uma criança, maior risco de aborto e menor sucesso tanto em tratamentos de reprodução assistida quanto em gestações naturais, além do risco de a criança nascer com uma doença grave, muitas vezes de difícil tratamento”, explica o especialista.

Tipos de incompatibilidade genética

A incompatibilidade genética pode ocorrer de diversas formas. Entre as mais comuns, estão:

Diagnóstico

O primeiro passo para detectar incompatibilidades é o exame de cariótipo do casal, que analisa alterações nos cromossomos. Carrilho explica que, atualmente, também é possível realizar um painel genético ampliado, capaz de identificar doenças hereditárias antes mesmo da tentativa de gravidez.

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“Hoje, temos a disponibilidade dos painéis de compatibilidade genética, que podem identificar os riscos possíveis para os futuros filhos desse casal. Geralmente, são usados para casais com antecedentes ou casamentos consanguíneos”, detalha.

Esse tipo de investigação é especialmente indicado em casos de histórico familiar de doenças genéticas, abortos espontâneos recorrentes ou filhos anteriores com malformações ou atrasos no desenvolvimento.

Quando a condição é identificada, uma das alternativas é seguir com a fertilização in vitro (FIV), realizando um teste genético pré-implantacional para selecionar os embriões livres da mutação compartilhada.

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“Para realizarmos o estudo dos embriões, é necessário fazer um tratamento de fertilização in vitro, no qual podemos, com auxílio de técnicas de micromanipulação, retirar algumas células dos embriões para analisá-las geneticamente, buscando um embrião sem a condição identificada nos pais”, afirma Carrilho.