EUA muda diretrizes de alimentação e recomenda maior consumo de proteína; entenda

O realinhamento visa apoiar agricultores, pecuaristas e empresas americanas que cultivam e produzem "alimentos de verdade"

Camila Lutfi

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O secretário de saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., anunciou nesta quarta-feira (7) novas diretrizes nutricionais para os americanos, em cenário que praticamente inverte a pirâmide alimentar.

Agora, a recomendação é aumentar o consumo de carne vermelha, queijos, leite e derivados. Já os cereais e carboidratos estão entre os itens para evitar.

Segundo o secretário de saúde, a observação é de que os estadunidenses “comam comida de verdade”, reduzindo a quantidade de alimentos processados e ricos em açúcar.

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A medida surpreende após os órgãos de saúde local passarem anos aconselhando um consumo moderado de carne vermelha e outros alimentos ricos em gordura. As novas diretrizes indicam cozinhar com óleos animais e aumentar o consumo de proteína.

Ainda assim, a orientação segue para que seja realizada uma boa alimentação de frutas e verduras, óleos vegetais saudáveis e cereais.

No novo comunicado, Robert Kennedy Jr. afirma que 90% dos gastos médicos dos americanos está relacionado a alguma doença crônica, sendo que muitas delas são causadas por uma dieta não balanceada. Além disso, mais de 70% da população está obesa ou possui sobrepeso.

Ele ainda reitera que o realinhamento visa apoiar agricultores, pecuaristas e empresas americanas que cultivam e produzem “alimentos de verdade”.

“Estamos colocando alimentos de verdade de volta ao centro da dieta americana. Alimentos de verdade que nutrem o corpo. Alimentos de verdade que restauram a saúde. Alimentos de verdade que fornecem energia e incentivam o movimento e o exercício. Alimentos de verdade que fortalecem”, escreve no documento oficial.

“Sob a liderança do Presidente Trump, estamos restaurando o bom senso, a integridade científica e a responsabilidade às políticas federais de alimentação e saúde — e estamos recuperando a pirâmide alimentar e devolvendo-a ao seu verdadeiro propósito de educar e nutrir todos os americanos”, continua.

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A meta de ingestão de proteína passa a ser de 1,2 a 1,6 gramas de por quilograma de peso corporal por dia. Uma mudança nas diretrizes alimentares altera a distribuição de alimentos e produção de comida em escolas, espaços militares e hospitais, por exemplo.