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O primeiro comprimido de GLP-1 para perda de peso está um passo mais perto de chegar ao mercado. A Eli Lilly afirmou que seu comprimido experimental atingiu seus objetivos em um estudo crucial, ajudando pacientes com diabetes a reduzir o nível de açúcar no sangue – e até mesmo a perder peso, trazendo uma versão oral dessa classe de medicamentos em expansão para mais perto de pacientes que buscam perder peso.
Médicos e pacientes estão na expectativa por versões em comprimido dos populares GLP-1 para perda de peso. As versões aprovadas são todas administradas por injeção, e um comprimido seria uma opção mais conveniente.
“Isso realmente nos dá a oportunidade de alcançar muito mais pacientes do que se consegue com um injetável”, disse Jeffrey Emmick, vice-presidente sênior de desenvolvimento de produtos da Lilly Cardiometabolic Health.
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Muitos pacientes hesitam em usar um injetável, disse ele. Medicamentos injetáveis exigem refrigeração quando armazenados ou transportados, e a pílula potencialmente abre o mercado para partes do mundo sem canais de distribuição de cadeia fria robustos.
A Lilly também está em melhor posição para produzir uma quantidade muito maior de pílulas de pequenas moléculas do que medicamentos injetáveis, disse ele. O medicamento injetável GLP-1 da empresa entrou em escassez poucos meses após seu lançamento para diabetes.
Os resultados são os primeiros de vários estudos sobre a pílula diária, chamada orforglipron, que a Lilly espera lançar para pacientes com diabetes tipo 2 e obesidade.
Novo Nordisk destaca a existência de tratamento oral já existente
Em posicionamento, a Novo Nordisk destaca que já existe um tratamento oral para diabetes tipo 2 com a semaglutida como princípio ativo. O Rybelsus (semaglutida oral) existe como comprimido em três tipos de dosagem: 3 mg, 7 mg e 14 mg. O medicamento está disponível no Brasil desde março de 2022, sendo indicado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 inadequadamente controlado.
A medicação foi aprovada pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA em 2019 e pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) em 2020. A farmacêutica reforça que a semaglutida é a mesma molécula de Ozempic e Wegovy. A substância é análoga ao hormônio GLP-1, naturalmente produzido pelo intestino e liberado em resposta à ingestão de alimentos e atua promovendo uma sensação de saciedade, o que pode levar a uma redução na ingestão alimentar.
“A semaglutida injetável tem ação de até sete dias, por isso é indicado o uso semanal. A
versão oral do medicamento tem ação de até 24 horas, e deve ser utilizada diariamente”, disse a empresa, em nota.
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O Rybelsus é o único medicamento oral à base de semaglutida aprovado no Brasil pela Anvisa disponível no país.
“O medicamento se adequa para diversos perfis de pacientes, desde os recém-diagnosticados até aqueles já em tratamento com insulina. A molécula semaglutida já é amplamente conhecida por seus consistentes benefícios cardiovasculares únicos, destacando-se como marco na saúde de populações com elevado risco de desenvolver doenças do coração, entre outras comorbidades associadas à obesidade e ao diabetes”, disse.
A companhia também destaca que essa proteção também é identificada no tratamento com o formato oral da substância, com uma redução de 14% dos eventos cardiovasculares adversos maiores (morte cardiovascular, infarto do miocárdio não fatal e acidente vascular cerebral não fatal) em pacientes com diabetes tipo 2 e doença cardiovascular e/ou doença renal crônica.
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(Com informações do Estadão Conteúdo)