Congo registra 71 novos casos de ebola em um dia; total chega a 452

Surto da rara cepa Bundibugyo já provocou 82 mortes e levou a OMS a declarar emergência internacional

Marina Verenicz

Profissionais de saúde vestem equipamentos de proteção individual (EPI) no Centro Médico Evangélico, uma das instalações na linha de frente da resposta ao surto de Ebola, enquanto as agências intensificam os esforços para conter um novo surto de Ebola causado pela cepa do vírus Bundibugyo, em Bunia, província de Ituri, República Democrática do Congo, 31 de maio de 2026. REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere
Profissionais de saúde vestem equipamentos de proteção individual (EPI) no Centro Médico Evangélico, uma das instalações na linha de frente da resposta ao surto de Ebola, enquanto as agências intensificam os esforços para conter um novo surto de Ebola causado pela cepa do vírus Bundibugyo, em Bunia, província de Ituri, República Democrática do Congo, 31 de maio de 2026. REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere

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O surto de ebola na República Democrática do Congo ganhou velocidade nos últimos dias. O país confirmou 71 novos casos em apenas 24 horas, elevando o total de infecções para 452, segundo dados divulgados pelo governo nesta sexta-feira (5).

O número de mortes associadas à doença chegou a 82. Os casos estão ligados à cepa Bundibugyo, uma variante rara do vírus que preocupa autoridades sanitárias por sua letalidade e pela ausência de vacinas ou tratamentos específicos.

O avanço da doença levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a classificar a situação, em maio, como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, o mais alto nível de alerta da entidade.

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Embora a maior parte dos registros esteja concentrada no Congo, a doença já alcançou países vizinhos. Uganda, onde a atual onda de infecções teve origem, contabiliza mais de 15 casos confirmados. A circulação do vírus entre países da região aumentou os temores de uma expansão mais ampla do surto.

A OMS avalia que a rápida identificação de novos casos será decisiva para evitar uma disseminação regional mais intensa.

OMS busca US$ 518 milhões

Como resposta ao agravamento do cenário, a OMS e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (Africa CDC) anunciaram uma mobilização internacional para arrecadar US$ 518 milhões, o equivalente a cerca de R$ 2,67 bilhões.

Os recursos serão destinados principalmente aos países mais afetados pela doença e servirão para ampliar sistemas de vigilância epidemiológica, diagnóstico e resposta rápida a novos focos de contaminação.

A cepa Bundibugyo é menos comum do que outras variantes do ebola e conta com menos ferramentas disponíveis para combate.

Por isso, autoridades sanitárias consideram os próximos meses decisivos para controlar a transmissão. A preocupação é maior em regiões com infraestrutura de saúde limitada, onde o rastreamento de casos e o isolamento de pacientes costumam ser mais difíceis.

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Com 452 casos confirmados e 82 mortes registradas até agora, o atual surto já figura entre os mais relevantes enfrentados pela região nos últimos anos.

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