CFM pede proibição de preenchimento com PMMA à Anvisa

Recomendação se baseia no relato de complicações graves, que tem uma extração delicada e com sequelas potencialmente irreversíveis

Estadão Conteúdo

Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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O Conselho Federal de Medicina (CFM) se reúne na tarde desta terça-feira, 21, com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para pedir a proibição do uso de polimetilmetacrilato, mais conhecido pela sigla PMMA, em preenchimentos estéticos.

A recomendação se baseia no relato de complicações graves, como granulomas (formações inflamatórias crônicas), que tem uma extração delicada e com sequelas potencialmente irreversíveis.

Conforme já mostrou o Estadão, o PMMA é um tipo de plástico que possui diversas aplicações, da indústria até a medicina.

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Atualmente, a Anvisa considera que o uso do produto é de “máximo risco”, e as aplicações são autorizadas apenas para duas finalidades:

Ainda segundo a agência, a dosagem utilizada deve ser aquela estritamente necessária para a correção das irregularidades e o procedimento deve ser realizado exclusivamente por profissionais médicos treinados.

Mas o uso da substância é fortemente desaconselhado para procedimentos estéticos por várias entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Segundo a SBD, a substância pode causar reações de curto prazo, como edemas locais, processos inflamatórios e reações alérgicas, além da formação de granuloma.