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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta sexta-feira (20) duas novas resoluções que determinam a apreensão de lotes falsificados de Mounjaro e Botox, além de unidades adulteradas do medicamento oncológico Enhertu, utilizado em alguns tratamentos de câncer. A Anvisa também proibiu o implante apelidado de “chip hormonal”, que libera no corpo o composto Nesterone.
As medidas, divulgadas no Diário Oficial da União, incluem o recolhimento voluntário e a suspensão da comercialização, propaganda e uso de medicamentos sem registro ou fabricados em desacordo com as normas sanitárias vigentes.
O lote D838838 de Mounjaro teve a apreensão determinada e a proibição de armazenamento, comercialização e uso, sob pena de multa para comerciantes. A medida foi tomada após comunicado da empresa detentora do registro no Brasil, que identificou unidades com características divergentes do produto original.
Situação semelhante ocorreu com o medicamento Enhertu. A Anvisa determinou a apreensão e proibiu a comercialização do lote 416466. A empresa responsável pelo registro identificou no mercado unidades com frascos maiores que o padrão, descascamento na tampa e divergências no material. O custo desse medicamento pode superar R$ 20 mil.
Já o lote C7936C3 do medicamento Botox foi retirado por apresentar datas de fabricação e validade diferentes das correspondentes ao lote original, indicando fraude.
“Chip hormonal”
A agência também proibiu a comercialização e o uso de todos os implantes contendo a substância Nesterone. Segundo a Anvisa, o fármaco não possui avaliação nem aprovação de eficácia e segurança no Brasil, o que torna sua manipulação por farmácias irregular.
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