Anvisa determina apreensão de remédios falsificados, incluindo emagrecedor “fake”

A agência orienta população a comprar apenas em locais regularizados e denunciar casos suspeitos.

Victória Anhesini

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou duas resoluções determinando a apreensão de dois lotes de medicamentos falsificados na última terça-feira (3).

Segundo a Anvisa, o lote M088499 do medicamento Rybelsus é falsificado e não foi fabricado pela empresa responsável por sua produção, a farmacêutica Novo Nordisk, que também desenvolve o Ozempic e o Wegovy.

O Rybelsus é um remédio usado no tratamento do diabetes tipo 2 e tem como princípio ativo a semaglutida, mesma substância presente no Ozempic. A principal diferença entre os dois é a aplicação: o primeiro é administrado por via oral, e o segundo, injeção.

Também foi identificada a falsificação do Ofev, da empresa Boehringer Ingelheim do Brasil, em que o lote 681522 não foi reconhecido pela fabricante. O Ofev é indicado para tratamento e retardo da progressão da fibrose pulmonar idiopática (FPI) e da doença pulmonar intersticial associada à esclerose sistêmica (DPI-ES), também conhecida como esclerodermia.

A recomendação da Anvisa é que a população e profissionais da saúde adquiram os medicamentos em locais regularizados, sempre com a embalagem completa e mediante emissão da nota fiscal.

Além disso, a agência reforça que caso seja identificada alguma unidade com suspeita de falsificação, que não se utilize o remédio e entre em contato com as empresas detentoras do registro desses produtos para verificar sua autenticidade.

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Para notificar a Anvisa sobre casos semelhantes, é possível fazer isso por meio do sistema Notivisa (no caso de profissional de saúde) ou por meio do sistema da Ouvidoria, pela plataforma FalaBR (no caso de pacientes).

Esclarecimentos

A Boehringer Ingelheim do Brasil informou, por meio de nota à imprensa, que identificou a falsificação do lote do medicamento Ofev (nintedanibe) através de uma denúncia recebida em 15 de abril de 2025.

Segundo a empresa, a identificação ocorreu de forma proativa, após o alerta de uma administração municipal que recebeu uma amostra suspeita. “Tão logo recebeu a informação, a equipe técnica da empresa analisou o produto e confirmou tratar-se de uma falsificação, notificando imediatamente a Anvisa, em total alinhamento com os protocolos regulatórios e com o compromisso com a segurança dos pacientes e a integridade de seus produtos”, disse.

Além disso, de acordo com essa administração municipal, o produto falsificado não foi distribuído a nenhum paciente.