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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o uso do Mounjaro para o tratamento da apneia do sono em adultos com obesidade, ampliando o alcance terapêutico do medicamento da Eli Lilly, já utilizado no controle do diabetes tipo 2 e da obesidade.
A decisão foi publicada nesta segunda-feira (20) no Diário Oficial da União, após assinatura da resolução na sexta-feira (17). O remédio, cujo princípio ativo é a tirzepatida, continuará a ser vendido apenas com prescrição médica.

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Conforme a Eli Lilly, o uso da tirzepatida apresentou redução significativa nos episódios de apneia em pacientes com obesidade. Em média, os participantes dos estudos clínicos perderam 20% do peso corporal e tiveram uma redução de até 30 interrupções respiratórias por hora.
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Os testes de fase 3 mostraram que o medicamento foi cinco vezes mais eficaz que o placebo na diminuição das pausas respiratórias em pacientes que não utilizavam o CPAP — aparelho de pressão positiva contínua usado para manter as vias aéreas abertas durante o sono.
Apneia do sono
A apneia obstrutiva do sono é um distúrbio caracterizado por paradas repetidas da respiração durante o sono, decorrentes de bloqueio parcial ou total das vias respiratórias.
Essas interrupções podem durar alguns segundos e se repetir dezenas de vezes por hora, causando queda na oxigenação, cansaço diurno e aumento do risco cardiovascular.
Entre os principais fatores de risco estão a obesidade, o envelhecimento, o consumo de álcool e alterações anatômicas como amígdalas grandes ou queixo retraído.
Novo nicho
A aprovação marca mais um passo da Eli Lilly na expansão de indicações clínicas da tirzepatida, concorrente direta da semaglutida (presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk).
O remédio é apontado como uma das apostas mais promissoras da farmacêutica, com potencial para movimentar bilhões de dólares no mercado global de terapias metabólicas.
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