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Lucro do Santander recua 6,21% no 4º tri, com mais agências e funcionários

Banco teve mais despesas administrativas e de pessoal, com avanço da carteira de crédito e da inadimplência

SÃO PAULO - O Santander Brasil (SANB11) divulgou na manhã desta terça-feira (31) seu resultado para o quarto trimestre de 2011, apresentando um lucro líquido de R$ 1,80 bilhão, uma queda de 6,21% frente ao mesmo período do ano anterior, com maiores despesas administrativas e de pessoal. No ano como um todo, a última linha do balanço ficou em R$ 7,75 bilhões, ou 5,05% a mais.

Os números superaram a projeção de mercado. Segundo uma média compilada pelo portal InfoMoney das estimativas de HSBC, Bank of America Merril Lynch, BTG Pactual e Credit Suisse, o lucro apresentado seria de R$ 1,48 bilhão, o que traria uma contração anual de 22,79%.

No total, as receitas do banco subiram 13,90% em 12 meses, alcançando R$ 9,52 bilhões, impulsionadas principalmente pela maior concessão de crédito. Já considerando o período entre janeiro e dezembro como um todo, esse patamar foi de R$ 36,42 bilhões, ou 10,94% de expansão.

Gastos sobem durante o ano
Concentrando-se na inauguração de novas agências, o Santander gastou R$ 1,56 bilhões em despesas administrativas durante o quarto trimestre, ou 22,29% mais. Durante o ano, esse custo foi ainda mais intenso, de R$ 5,73 bilhões, mas a alta foi mais leve, em 7,99%.

Já as despesas com pessoal foram maiores principalmente por causa do ajuste salarial realizado no período, fruto do acordo coletivo com os funcionários. Além disso, a filial brasileira do banco espanhol adicionou 1.832 novos postos ao seu quadro, o que trouxe os gastos desse tipo a R$ 1,80 bilhão, 7,39% de aumento.

Empréstimos e inadimplência
A carteira destinada a pessoa física aumentou em 24,4% na mesma comparação, registrando R$ 63,4 bilhões, enquanto as empresas captaram 21,4% mais em empréstimo junto à instituição, ou R$ 100,31 bilhões no total. O financiamento ao consumo, por sua vez, totalizou R$ 30,50 bilhões, um avanço de 12,9%.

O crédito ao consumidor indicou expansão principalmente no uso do cartão de crédito e do segmento imobiliário, 31,5% e 46,9%, respectivamente, em bases anuais. A utilização do plástico, aliás, foi responsável por R$ 14,14 bilhões em concessões. Para as companhias, a variação cambial durante o ano foi responsável pela alta, já que o crescimento em 12 meses seria, excluindo-se esse efeito, de 18,0%.

Esse aumento nos empréstimos também trouxe uma inadimplência mais elevada no período. O índice fechou dezembro em 6,7%, sendo 9,0% só de pessoa física. No ano anterior, os atrasos de pagamento acima de 90 dias haviam sido de 5,8% no total, e 7,6% para o consumidor. Para as empresas, essa taxa foi de 4,7% em dezembro de 2011, e de 4,3% em 2010.

 

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