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Zona do Euro deve conter crise da dívida, acreditam analistas de banco

Em relatório, apontam forte capital político investido no sucesso do combate à crise; outros cenários não estão descartados

SÃO PAULO – Analistas do Danske Bank acreditam que a crise fiscal na Europa está prestes a ser contida, porém o mercado ainda deve apresentar alta volatilidade por algum um tempo, segundo relatório produzido nesta quarta-feira (26).

Frank Øland Hansen e Anders Møller Jorgensen traçaram três cenários para o desenrolar dos problemas enfrentados pela Zona do Euro, dando maior ênfase ao que dupla acredita que irá ocorrer: a contenção da crise.

Cenário mais provável: crise contida
Para os analistas, mecanismos ambiciosos foram implantados e diversos líderes locais investiram forte capital político na questão, os quais tendem a se aprofundar ainda mais e até onde for necessário para encontrar soluções para os problemas que assolam a região.

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Hansen e Jorgensen calculam que os mecanismos já implantados pelo EFSM (European Financial Stability Mechanism) e pelo EFSF (European Financial Stability Facility) são suficientes para cobrir quase que totalmente as necessidades financeiras de Irlanda, Potugal, e Espanha para os próximos três anos, porém, caso a Itália necessitasse de um resgate, o montante teria de ser ampliado substancialmente.

EFSF e títulos públicos
Há ainda a possibilidade de que seja permitido ao EFSF a compra de títulos públicos no mercado secundário, conforme já faz o BCE (Banco Central Europeu), mas caso isso não ocorra, o EFSF poderá emprestar dinheiro aos países em dificuldade para que estes recomprem seu títulos a preço de mercado.

Por fim, a dupla afirma que considera uma redução na taxa básica de juros dos países que encontram-se em processo de resgate financeiro, lembrando que a Irlanda sofre com uma carga adicional de pressão fiscal em razão dos quase 300 pontos base pagos de spread.

Outros cenários menos prováveis
Os outros dois cenários, com menor problabilidade de ocorrência, segundo Hansen e Jorgensen, tratam respectivamente dos E-Bonds e de um cenário de impacto global, a quebra do euro.

Os E-bonds, títulos comuns à Zona do Euro, enfrentam forte resistência de países centrais da região, como a Alemanha, que através da chanceler Angela Merkel, já se opôs à proposta, afirmando que “nós não devemos incorrer no erro de pensar que a solução está coletivizarmos os riscos”.

Já o cenário mais catastrófico, de rompimento da moeda, poderia ser iniciado pela necessidade de ajuda por parte da Itália, bem como pela influência de questões políticas que levem ao enfraquecimento da contenção fiscal nos países periféricos da região.

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Um aumento da resistência das maiores economias em continuar a realizar aportes financeiros junto aos países eventualmente necessitarem, também pode um fator propagador do fracasso da moeda.