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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou na segunda-feira (13) que o debate sobre o fim da escala 6×1 é “populismo do PT”.
“O Lula e o PT estão aproveitando o momento eleitoral para dar o que eles consideram um prêmio, que na verdade é nocivo para boa parte da população. É o populismo do PT e nós não podemos esperar nada diferente”, disse durante reunião do Conselho Político e Social da Associação Comercial de São Paulo.
Segundo Zema, uma redução das horas trabalhadas pela Consolidação das Leis do Trabalho, sem a criação de alternativas ao modelo, só agravaria a situação de déficit no país. “Acabar com a CLT é difícil, devido a questões de interesse corporativista. Mas nós deveríamos tentar propor novas modalidades de relações de trabalho”, defendeu.

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Detesta políticos
No evento, o pré-candidato do Novo também defendeu que “detesta políticos”, mas que, por ironia do destino, acabou criando carreira na área. “Eu sempre detestei a política durante toda a minha vida, mas precisei repensar […] me tornei governador de Minas e agora pré-candidato à Presidência”, afirmou.
Para Zema, a instabilidade econômica vivida entre 2015 e 2016 o fez rever seu pensamento em relação à área e entender que, se quisesse mudar a política, precisaria fazer parte dela. “Falei: tem alguma coisa errada aqui com esse país. Todo mundo avançando e nós andando para trás. O mínimo que eu tenho que fazer é estar envolvido nesse problema para mostrar que existe uma alternativa diferente”, defendeu.
Ao falar sobre o atual momento político, o ex-governador criticou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no governo federal e a atuação do ex-governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), a quem classificou como o “pior da história”.
“Além do desastre do Brasil do PT, teve o desastre em Minas do PT. O diabo mandou para Minas Fernando Pimentel, que foi o pior governador da história”, reforçou.
Plano de governo
Romeu Zema está em São Paulo para apresentar as diretrizes do plano de governo que lançará junto à sua candidatura à Presidência. Em nota, o ex-governador afirma que o plano foi montado em parceria com o Instituto Libertas, tendo como prioridades o combate à corrupção e o enfrentamento de privilégios no setor público.
O ex-governador de Minas Gerais destacou que o plano busca apresentar “soluções concretas para os principais desafios do país”, indo além de uma simples lista de intenções.
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“O Brasil de 2026 está como Minas de 2018. A fórmula do PT está arruinando o país e potencializando três crises que minam a prosperidade. A crise moral aparece nos escândalos de corrupção de uma elite que vive acima da lei e nunca paga pelo que faz. A crise econômica está no dia a dia dos brasileiros que não conseguem fechar a conta no fim do mês. A crise de segurança é o reflexo de um governo que perdeu a autoridade, num ambiente em que o crime manda”, diz nota.