Lava Jato

“Zé Dirceu deve falar, ele quer falar”, diz advogado sobre depoimento a Sergio Moro

O ex-ministro deve abrir mão do silêncio a que tem direito e dará a sua versão sobre as acusações de que recebeu propina no esquema de corrupção da Petrobras

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SÃO PAULO – José Dirceu deve abrir mão do silêncio a que tem direito e dará a sua versão sobre as acusações de que recebeu propina no esquema de corrupção da Petrobras, no primeiro depoimento a ser dado por ele ao juiz Sergio Moro, no âmbito da Lava Jato.

“Zé Dirceu deve falar, ele quer falar”, confirmou para a Folha de S. Paulo um de seus advogados, o criminalista Odel Mikael Jean Antun. “A denúncia inteira tem uma série de falhas, uma série de questões que devem ser esclarecidas. E o Zé está pronto [para falar]”.

O ex-ministro foi preso em agosto do ano passado na operação batizada de Pixuleco, acusado pelo Ministério Público Federal de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Segundo os procuradores, o ex-ministro recebeu direta ou indiretamente um total de R$ 11,9 milhões de forma ilícita, em forma de pagamentos de empreiteiras que prestaram serviços à Petrobras por consultorias que Dirceu nunca teria feito.

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Logo depois de ser preso, Dirceu decidiu permanecer em silêncio tanto na CPI da Petrobras quando em depoimento na Polícia Federal. Ele chegou a ser ouvido por outro juiz federal em Curitiba em dezembro, mas para atender a um pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) relativo à sua condenação no mensalão.

De acordo com a defesa de Dirceu, o ex-ministro, que é advogado por formação, tem estudado sobre sua denúncia e lido alguns dos depoimentos colhidos enquanto segue detido no Complexo Médico Penal, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Segundo o MPF (Ministério Público Federal), de forma direta ou indireta, o montante recebido por Dirceu chega a R$ 11,9 milhões. A consultoria pertencente a ele, a JD, teria recebido pagamentos de empreiteiras contratadas pela estatal sem ter produzido nenhum tipo de serviço de volta.

Segundo o criminalista Roberto Podval, todos os serviços referentes à contratação de Dirceu foram consultorias, de fato, prestadas. “Um monte de pessoas usou o nome de José Dirceu para receber dinheiro”, afirmou.


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