Confusão em restaurante

Wesley Batista é alvo de protestos e obrigado a sair de churrascaria escoltado pela polícia

De acordo com informações da PM, um funcionário disse que alguns presentes no restaurante tentaram agredir Wesley, que estava acompanhado supostamente de familiares

Atualizada às 12h25 de segunda-feira (12)

SÃO PAULO – O empresário Wesley Batista foi alvo de um protesto que causou confusão no restaurante Barbacoa, no bairro Itaim Bibi, na capital paulista. Um senhor puxa o coro “fora, Joesley”, em referência ao irmão de Wesley que foi solto na sexta-feira (9), enquanto outros clientes o seguem com o protesto. Então, a Polícia Militar foi acionada para conter a confusão. 

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De acordo com informações da PM, um funcionário disse que alguns presentes no restaurante tentaram agredir Wesley, que estava acompanhado supostamente de familiares. Wesley teve que deixar a churrascaria sob xingamentos e escoltado por policiais militares. A J&F informou que não comentará o episódio. 

Wesley foi solto no dia 21 de fevereiro por conta de uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) no caso em que os irmãos Batista são acusados de usar informações obtidas por meio de seus acordos de delação premiada, para vender e comprar ações da JBS no mercado financeiro. Ele é obrigado a cumprir medidas cautelares , como comparecer à Justiça quando for chamado, além de ser proibido de sair do país sem autorização e de participar de operações no mercado financeiro. Wesley também fica proibido de falar com o irmão uma vez que os dois são alvos do mesmo processo.

Já Joesley deixou a prisão na sexta-feira após decisão do juiz Marcos Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal de Brasília, em decisão que também beneficiou Ricardo Saud. Na decisão, o magistrado escreveu que a prisão de Joesley e Saud perdurava por mais de seis meses, “prazo muito superior aos 120 dias previstos para a conclusão de toda a instrução criminal e flagrantemente aviltante ao princípio da razoável duração do processo”.

Os executivos estavam presos preventivamente após terem sido acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de obstrução de Justiça, por supostamente terem ocultado informações em seus acordos de delação premiada.

A PGR pediu a rescisão dos acordos ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas o juiz Reis Bastos ressaltou que as delações ainda não tiveram a respectiva revogação homologada, motivo pelo qual os executivos ainda gozam de imunidade penal, também não podendo, dessa maneira, permanecer presos em decorrência das investigações ligadas ao inquérito de organização criminosa do qual são alvo na Justiça Federal no Distrito Federal (JFDF). Mesmo soltos, os dois devem usar tornozeleira eletrônica. 

(Com informações da Agência Brasil)

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