Votação do processo de José Dirceu termina empatada e é adiada

Ministro Sepúlveda Pertence, que daria o voto de minerva, não participou da sessão e evitou o desfecho do caso

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SÃO PAULO – Na tarde de quarta-feira, esteve em pauta a liminar que pede que seja suspensa a votação pelo processo de cassação de José Dirceu (PT-SP). Dentro da infindável burocracia jurídica, votos para a suspensão da liminar que pede a suspensão da votação. Difícil de entender, não? Vamos com calma. Passo a passo até o resultado final: um empate.

Os advogados de Dirceu haviam proposto um mandado de segurança ao Supremo Tribunal Federal. O objetivo? Tentar suspender a votação – agendada para o próximo dia 30 – que decidirá ou não pela cassação do posto do deputado.

Esse mandado foi alvo de uma própria votação, que julgaria sua validade (votação posterior suspensa) ou nulidade (votação para cassação ainda em pé). De maneira resumida, o não à suspensão da liminar implicaria sim à Dirceu como membro da Câmara dos Deputados.

Para dificultar ainda mais as coisas, o não à liminar não foi confirmado ou descartado. A votação, que dependia das vontades de 11 eleitores, terminou empatada. Matematicamente improvável, não? Entenda o que aconteceu.

Um empate ímpar

Cinco votos contrários a Dirceu. Um voto parcialmente favorável à liminar. Quatro votos favoráveis. Dez votos, resta um. O ministro Sepúlveda Pertence, voto de minerva, não compareceu à sessão por motivo de doença.

Assim, toda a votação partirá da estaca zero em um próximo episódio. Resultado: a definição sobre o futuro político de José Dirceu pode sair apenas na próxima semana.