Vitória de Alckmin não deve ter grandes impactos sobre as elétricas, diz Merrill Lynch

Se o candidato tucano ganhar, o setor deve ver mudanças, mas nada tão radical a ponto de afetar muito as companhias

SÃO PAULO – Ao contrário do que indicavam as pesquisas, o presidente-candidato Lula não levou mais um mandato na presidência logo no primeiro turno, e terá que enfrentar Geraldo Alckmin mais uma vez, em uma disputa que promete ser acirrada.

As perspectivas de que o candidato tucano tem chances de ficar com a cadeira atualmente ocupada pelo petista animou os mercados, dando impulso aos preços das ações de diversas empresas, entre estas, várias elétricas.

No entanto, os analistas da Merrill Lynch avaliam que, se Alckmin ganhar, o setor elétrico poderá sim ver algumas mudanças, mas nada que possa ser considerado revolucionário, de maneira que o impacto de sua vitória sobre as empresas do setor deve ser limitado, ao contrário do espera o Pactual.

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Eletrobrás: foco em eficiência

O banco norte-americano de investimentos espera, caso Alckmin seja o vencedor, uma maior ênfase no aumento dos investimentos no setor, que deve ser promovido através dos preços praticados.

No caso específico da Eletrobrás, o banco acredita que uma direção mais focada nos retornos e em eficiência pode melhorar a percepção do mercado em relação à elétrica estatal.

Nada muito dramático

Em relação ao modelo do setor elétrico, as mudanças esperadas também são limitadas. No caso das distribuidoras, o processo de revisão tarifária de 2007/2008 não deve ser afetado, dado que deve ser mais técnico do que político.

Quanto às geradoras, os preços da energia de novos projetos devem aumentar qualquer que seja o novo gestor do país, dado que a energia nova tem que ser construída a fim de atender uma demanda em acelerada expansão.