Investigação

Vice-presidente do Corinthians presta depoimento na Lava Jato; PF acusa propina de R$ 500 mil

André Luiz de Oliveira foi levado nesta terça-feira para prestar depoimento na 26ª fase da operação, segundo o site do Globo Esporte; polícia prendeu o dirigente em flagrante durante a busca por porte ilegal de armas

SÃO PAULO – O vice-presidente do Corinthians, André Luiz de Oliveira, foi levado pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (26) para prestar depoimento na 26ª fase da operação Lava Jato, segundo informações do site do Globo Esporte. “André Negão”, como é conhecido o dirigente, foi um alvos dos 110 mandados judiciais da nova operação da PF emitidos em 8 estados e no Distrito Federal.

Segundo notícia do site do jornal O Estado de S. Paulo, André Negão foi preso em flagrante por porte ilegal de armas quando a PF foi buscá-lo em sua residência às 6 horas da manhã.

De acordo com o Ministério Público Federal, uma das planilhas da Odebrecht mostra um diretor da empresa com solicitação de pagamento de R$ 500 mil para uma pessoa identificada como “Timão” ao lado da palavra “alface”. Relatório da Polícia Federal indica que o codinome Timão seria justiticado por André ser dirigente do time paulista.

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Segundo a notícia publicada no O Estado de S. Paulo, a citação de pagamento a um suposto “André” na planilha vem seguida do endereço Rua Emílio Mallet, em São Paulo, “a ser liquidado no dia 23 de outubro de 2014, no valor de R$ 500 mil, com a anotação do telefone”. O relatório da PF mostra que, com consulta em uma base de dados restrita, verificou-se que André Negão reside no mesmo endereço de entrega, “tratando-se muito provavelmente do ANDRÉ mencionado na planilha”.

A 26ª fase da Operação Lava Jato foi denominada Xepa e mira executivos da Odebrecht e pessoas ligadas à empresa que receberam algum benefício indevido, explicaram os investigadores da Polícia Federal em coletiva concedida nesta manhã. Diretores da empresa foram ligados ao aeroporto de Goiás e ao estádio do Corinthians em Itaquera e também há indicativos de pagamentos para o Porto Maravilha. Os recebedores destes pagamentos, de acordo com a PF, foram alvo de condução coercitiva e entre os 10 mandados de prisão cumpridos, alguns incluem prisões preventivas de executivas da empreiteira.