Investigações

Vice de futebol do Flamengo é conduzido à sede da PF na Operação Lava Jato

Godinho acumulou um patrimônio milionário, avaliado em mais de R$ 100 milhões, sendo que quanto Eike criou a MMX Mineração, em 2004, ele ficou com 3% da companhia

SÃO PAULO – Enquanto os holofotes ficavam para o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, e para o empresário Eike Batista, a 34ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Arquivo X, teve como um de seus principais alvos o advogado Flávio Godinho, que hoje é vice-presidente de futebol do Flamengo.

Godinho ocupou vários cargos no grupo de empresas criado por Eike, sendo o diretor de relações institucionais da EBX até 2013. Fora do grupo, ele virou consultor e dirigente do clube carioca. O juiz Sergio Moro, no despacho em que autorizoou a operação, diz que o “conduzido coercitivamente não é necessariamente investigado, podendo qualificar-se como testemunha”.

Godinho acumulou um patrimônio milionário, avaliado em mais de R$ 100 milhões, sendo que quanto Eike criou a MMX Mineração, em 2004, ele ficou com 3% da companhia. Além disso, o advogado é procurador de um empresa fundada em 2003 na Ilha de Niue, no Caribe. A assessoria de imprensa do Flamengo informou que não se pronunciaria sobre o envolvimento do dirigente no processo.

Antes de assumir o comando do futebol do Flamengo em dezembro, Godinho foi vice de relações externas do clube em 2013, mas deixou o cargo após desavenças com antigos diretores. Godinho deixou o prédio da superintendência da PF nesta tarde não quis comentar detalhes do seu depoimento, e apenas confirmou que foi ouvido como testemunha.

A Polícia Federal cumpriu 13 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, além de realizar buscas na sede da OSX, de Eike, no centro da cidade. O ex-presidente da empresa, Luiz Eduardo Carneiro, está entre os que foram presos.