Viana comenta prorrogação da CPMI: “não aceitamos essa sujeira debaixo do tapete”

Expectativa do colegiado é entregar um relatório robusto, com mais de 230 indiciados

Caio César

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, em entrevista coletiva sobre a prorrogação dos trabalhos. Foto: Marcos Oliveira / Agência Brasil
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, em entrevista coletiva sobre a prorrogação dos trabalhos. Foto: Marcos Oliveira / Agência Brasil

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O presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana, comemorou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, que determinou a prorrogação do colegiado, atendendo a pedido da comissão.

Na tarde da segunda-feira (23), Mendonça determinou que o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP) dê andamento ao pedido de prorrogação da CPMI, que foi apresentado em dezembro, mas desde então segue na gaveta.

“É uma vitória do povo brasileiro, uma vitória dos aposentados que foram roubados. Nossa CPMI já deu muitas respostas ao povo brasileiro. Não aceitamos colocar debaixo do tapete essa sujeira”, destacou Viana em coletiva de imprensa com jornalistas também na segunda-feira em Brasília.

De acordo com Viana, com a prorrogação, a CPMI vai seguir os trabalhos convocando novas testemunhas e oitivas, entre elas funcionários da Dataprev, representantes de bancos e financeiras, além de servidores e ex-ministros.

Um dos nomes esperados é o do ministro da Previdência, Wolney Queiroz.

A expectativa é que o colegiado receba mais 60 dias de prorrogação para dar continuidade aos trabalhos, mas prazo total pode ser estendido para até 120 dias.

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O relator da comissão, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) disse que já há um relatório pronto, com cinco mil páginas e 228 indiciados. Com a prorrogação, a lista pode conter ainda mais nomes.

Além da construção de um relatório mais robusto, os parlamentares também esperam pretendem sugerir projetos de lei que auxiliem a blindar o sistema previdenciário do país.