RADAR INFOMONEY Programa desta quarta fala sobre a fusão entre Localiza e Unidas e a disparada das ações do IRB - será que o jogo virou para a empresa na Bolsa?

Programa desta quarta fala sobre a fusão entre Localiza e Unidas e a disparada das ações do IRB - será que o jogo virou para a empresa na Bolsa?

Eleições e Copa

Vexame da seleção aumenta tensão e CBF deve fazer campanha pró-Aécio nas eleições

Após o ministro Aldo Rebelo sugerir intervenções no futebol, dirigente criticou a posição do político e abriu espaço para uma "ruptura" entre a CBF e o atual governo

SÃO PAULO – Se a derrota histórica da seleção brasileira para a Alemanha já fazia alguns analistas apostarem em queda da presidente Dilma Rousseff nas pesquisas eleitorais, o ambiente pode ficar ainda pior para o atual governo após a tensão que se instalou com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) por causa do vexame.

Segundo informações apuradas pela ESPN, por causa de diversas discussões ocorridas entre dirigentes e políticos, a partir do próximo mês a CBF deve intensificar uma campanha pró-Aécio Neves para as eleições. Tudo começou com a declaração do ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, que sugeriu que o governo poderia intervir no futebol para iniciar uma reestruturação.

Por causa desta declaração, o chefe da delegação brasileira, Vilson Ribeiro de Andrade, rebateu o político e classificou como oportunista essas possíveis mudanças e intervenções que Rebelo sugeriu. Em entrevista para o ESPN.com.br, Andrade disse que as falas do ministro vieram em um momento inadequado.

PUBLICIDADE

“É o tipo de solução que não resolve nada. Gostaria de perguntar apenas o que esse governo do PT fez pelo esporte amador. Quantas medalhas ganhamos na última Olimpíada? Geralmente, onde o Estado põe a mão, 99,9% não dá certo, o retorno é zero”, afirmou para a ESPN.

Vale destacar que este cenário de intervenção do governo é o que os analistas apontam como o descontentamento do mercado com Dilma. Por esta razão, sempre que uma pesquisa eleitoral indica queda nas intenções de voto da atual presidente a Bolsa reage de forma positiva.

Na última semana, o Datafolha mostrou alta de 4 pontos percentuais para Dilma em um momento de “euforia” dos eleitores com a boa organização e o resultado positivo que a Copa do Mundo tinha até aquele momento. Para esta semana, o instituto já registrou uma nova pesquisa e incluiu perguntas como “quem é o candidato mais favorecido pela derrota do Brasil” e “quem é o candidato mais prejudicado pela derrota do Brasil”.

Para esta pesquisa os analistas estão se mostrando divididos, com alguns acreditando em queda de Dilma por causa da tristeza e revolta com o vexame da seleção, enquanto outros especialistas acham que este final de Copa não terá efeito nas intenções de voto.