“Vamos ver quem convence quem”, diz Haddad ao admitir conversas sobre candidatura

Ministro da Fazenda diz que pode contribuir mais na estratégia eleitoral do PT do que disputando cargos em São Paulo

Marina Verenicz

O Ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, participa de uma coletiva de imprensa após reunião com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada, em Brasília, Brasil, em 29 de janeiro de 2025. REUTERS/Adriano Machado
O Ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, participa de uma coletiva de imprensa após reunião com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada, em Brasília, Brasil, em 29 de janeiro de 2025. REUTERS/Adriano Machado

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), reforçou nesta terça-feira (3) que não pretende disputar cargos eletivos em 2026 e afirmou que seu foco está na coordenação da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em entrevista à BandNews FM, Haddad disse não se ver como candidato nem ao governo, nem ao Senado por São Paulo, apesar de esse ser um desejo manifestado por Lula. “Vamos ver quem convence quem”, afirmou.

Com saída do Ministério da Fazenda prevista para este mês, Haddad argumentou que já assumiu disputas eleitorais em momentos difíceis para o partido. Citou a candidatura presidencial de 2018 e a corrida ao governo paulista em 2022 como exemplos de que não evita desafios.

Ainda assim, afirmou que, neste ciclo, acredita poder contribuir mais fora das urnas. “Você tem de se colocar onde acha que pode entregar mais. É assim que eu penso”, disse.

As declarações ocorrem após a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, defender publicamente que Haddad entre na disputa eleitoral de 2026. Para ela, o contexto político demanda que os principais quadros do partido estejam diretamente envolvidos nas urnas como forma de conter o avanço da direita.

Gleisi afirmou, no fim de janeiro, que o momento é de “defesa da democracia” e que todos devem “vestir a camisa”.

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Haddad, no entanto, sinalizou que sua leitura é diferente. Sem descartar o engajamento total na campanha, deixou claro que prefere atuar nos bastidores, ajudando a estruturar o discurso econômico e o programa de governo. A posição reforça a expectativa de que o ministro desempenhe papel central na estratégia do PT para 2026, ainda que fora das chapas eleitorais.