“Vamos investigar e não seremos intimidados”, diz diretor da PF sobre Banco Master

Durante evento, Andrei Rodrigues também elogiou a postura adotada pelo ministro André Mendonça na relatoria do caso, que permitiu o avanço das investigações

Caio César

Brasília (DF), 09/07/2025  - Diretor-geral da PF,  Andrei Rodrigues,  durante audiência na Comissão de Segurança da Câmara. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Brasília (DF), 09/07/2025 - Diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, durante audiência na Comissão de Segurança da Câmara. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta quarta-feira (18) que a corporação não será intimidada e seguirá investigando as suspeitas relacionadas ao Banco Master e Daniel Vorcaro “até o fim”.

“Nós vamos investigar e fazer o nosso trabalho até o fim. Nós não vamos ser intimidados por ninguém, por quem quer que seja”, destacou durante evento na Federação Brasileira dos Bancos, em São Paulo.

No evento, Rodrigues destacou que a PF tem sido alvo de ataques e que parte do debate público tenta desviar o foco das irregularidades investigadas. No entanto, o diretor não citou diretamente os entraves que a corporação sofreu enquanto o caso era relatado pelo ministro Dias Toffoli.

Nesta terça-feira, a PF pediu para que o novo relator do caso no Supremo Tribunal Federal, o ministro André Mendonça, prorrogue o inquérito do caso Master. Ao assumir o caso, Mendonça retirou as restrições impostas pelo antigo relator e permitiu que o inquérito avançasse, atitude que foi publicamente elogiada pelo diretor-geral.

Em seu discurso, Rodrigues abordou as mensagens de Vorcaro vazadas pela imprensa. O diretor defendeu o papel da imprensa profissional, mas criticou o desvio da atenção trazido pelas conversas íntimas do banqueiro.

“O que se fala hoje é da intimidade do casal. É fofoca, ruído. E temos, repito, uma fraude do sistema financeiro de dezenas de bilhões de reais”, destacou.

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