Durante governo FHC

Usinas da gestão Delcídio deram prejuízo de R$ 5 bilhões à Petrobras, diz Folha

Buraco causado pela compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, foi de US$ 792 milhões – em valores atuais, aproximadamente R$ 3 bilhões

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SÃO PAULO – Preso no âmbito da Operação Lava Jato no dia 25 de novembro, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) já tinha um histórico na Petrobras (PETR3;PETR4), que também foi marcado por prejuízos, de acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo. 

Segundo o jornal, as quatro termelétricas contratadas no governo de Fernando Henrique Cardoso quando Delcídio era diretor de gás e energia da estatal causaram à companhia prejuízo superior do que a refinaria de Pasadena, segundo cálculos da companhia e do TCU (Tribunal de Contas da União).

Enquanto o buraco causado pela compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, foi de US$ 792 milhões – em valores atuais, aproximadamente R$ 3 bilhões, as quatro termelétricas custaram R$ 5 bilhões à estatal. 

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As usinas também ligam Delcídio ao suposto recebimento de propina citada nas delações premiadas de Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal e sócio em uma das usinas. Segundo o jornal, Cerveró  relatou, durante a negociação de sua delação premiada, que o senador recebeu US$ 10 milhões da Alstom por contratos de fornecimento com a estatal. 

Os parceiros da estatal são a Enron (sócia na Eletrobolt) e El Paso (Macaé), além da MPX, ex-Eike Batista (EletroCeará). As usinas nunca chegaram a dar lucro e a Petrobras pagou aos sócios R$ 2,8 bilhões para cobrir a frustração de receitas –exceção feita à TermoRio, que foi comprada integralmente pela companhia antes do término de sua construção.  E, para evitar prejuízos recorrentes, Ildo Sauer, que ocupou a mesmo cargo de Delcídio, decidiu comprar as usinas por R$ 2,2 bilhões.

O jornal informou que, procuradas, as defesas de Delcídio e da Petrobras não comentaram. Procurado, Sauer também preferiu não se manifestar. 

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