RADAR INFOMONEY Por que o Santander surpreendeu o mercado? Veja as perspectivas para as ações dos bancos

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Segundo El País

Uruguai acusa José Serra de tentar comprar voto contra Venezuela no Mercosul

Na avaliação do chanceler uruguaio, Brasil e Paraguai manipulam argumentos "eminentemente políticos" e têm o objetivo de "fazer bullying à presidência da Venezuela"

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SÃO PAULO – O ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Nin Novoa, acusou o governo brasileiro de querer “comprar o voto uruguaio” no Mercosul para suspender a transferência da presidência rotativa do bloco à Venezuela, que seguiria a ordem alfabética previamente estabelecida. Conforme conta reportagem do jornal El País, em troca de apoio, o chanceler José Serra teria oferecido futuros acordos comerciais ao país vizinho. A notícia representa o estremecimento das relações entre os países-membros em meio ao impasse pela sucessão do comando do Mercosul para os próximos seis meses.

“Não gostamos muito que o chanceler Serra tenha vindo ao Uruguai nos dizer — fê-lo publicamente, por isso digo — que vinham com a pretensão de suspender a transferência e que, além disso, se suspenso, iriam nos levar às suas negociações com outros países, como querendo comprar o voto do Uruguai”, afirmou Novoa na Comissão de Assuntos Internacionais da Câmara dos Deputados na última quarta-feira (10), conforme consta das notas taquigráficas.

Conforme conta o jornal uruguaio em reportagem publicada nesta terça, a atitude “molestou muito” o presidente Tabaré Vázquez e “bastante” o chanceler. “O presidente disse clara e enfaticamente: o Uruguai irá cumprir com o regulamento e chamará pela mudança na presidência” do Mercosul, afirmou. O país vizinho defende que a Venezuela tem a legitimidade de ocupar a presidência pro tempore do bloco, posição que sofre resistências de Brasil, Paraguai e Argentina.

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Na avaliação do chanceler uruguaio, Brasil e Paraguai manipulam argumentos “eminentemente políticos” e têm o objetivo de “fazer bullying à presidência da Venezuela”.