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SÃO PAULO – Ao contrário do que acontece na maioria dos países, a urna eletrônica é uma realidade nas eleições brasileiras. A urna veio não só aumentar a transparência do processo eleitoral, como garantir maior rapidez e confiabilidade ao sistema, pois permite um maior controle do processo de votação não só por parte dos partidos quanto pela sociedade.
O programa que será usado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) garante o funcionamento independente das urnas, que não estarão interligadas. Assim sendo, somente os eleitores cadastrados na seção eleitoral em que encontra a urna poderão usá-la no dia da votação.
Sigilo garantido
Não será possível, portanto, relacionar votos com eleitores, o que garante o sigilo da votação. Como ressalta o TSE, a introdução da urna eletrônica eliminou no país a possibilidade de fraude, facilitou o exercício do voto, e permitiu uma apuração mais rápida e confiável.
Em 1996, quando as urnas eletrônicas começaram a ser implantadas, cerca de 32% do eleitorado votou por meio desse sistema. Esse percentual subiu para 56,61% em 1998 e para 100% nas últimas eleições municipais de 2000. Em 2002, cerca de 90 milhões de votos foram apurados em menos de 5 horas o que equivalia à cerca de 78% do eleitorado na época.