Sem panelaço?

Tucanos aceitam ajudar governo Dilma a recuperar economia, mas com uma condição

A ideia de apoiar reformas estruturantes para a recuperação da economia caminha mais próxima aos anseios populares, conforme notam alguns parlamentares do PSDB

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SÃO PAULO – A bancada do PSDB promete trazer uma nova diretriz para sua atuação na Câmara dos Deputados. Conforme noticia o jornal O Estado de S. Paulo, a sigla, agora comandada por Antônio Imbassahy (BA), que substitui Carlos Sampaio (SP), reviu suas estratégias e agora tenta adotar o discurso de que a crise econômica é grave e que não pode ser motivo para a luta política. Agora, os líderes tucanos dizem estar dispostos a apoiar o governo em algumas das reformas estruturantes, como a da Previdência Social, mas seguem avessos a qualquer medida de elevação de impostos — caso da CPMF.

A adesão, porém, dependeria de uma condição primordial: que o governo também conte com o apoio de partidos da base aliada nessas reformas, sobretudo o PT, cujos parlamentares têm se mostrado resistentes à ideia de mudar regras de aposentadorias. “Estamos dispostos a ajudar o governo nas propostas para recuperar a economia, que foi destruída pelo próprio PT, desde que sejam medidas concretas”, afirmou o novo líder da bancada da sigla na casa.

Os novos nomes no comando do principal partido opositor simbolizam mudanças em comparação com os líderes anteriores. Enquanto Sampaio focava no avanço da pauta do impeachment da presidente Dilma Rousseff, Imbassahy é lido como parlamentar mais moderado, que se esforçará para derrubar as críticas de que a oposição faz uso da estratégia do “quanto pior, melhor”. A ideia de apoiar reformas estruturantes para a recuperação da economia caminha mais próxima aos anseios populares, conforme notam alguns tucanos.

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