Ação de cassação

TSE recebe caixas de documentos da Lava Jato e anima PSDB; Dilma e Temer se “unem”

Após afastamento, Dilma e Temer unem defesas contra pedido de cassação feito pelo PSDB, enquanto vice se concentra em se manter presidente do PMDB

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SÃO PAULO – O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) recebeu recentemente de Curitiba caixas de documentos com depoimentos de delatores da Lava Jato sobre doações à campanha de reeleição da presidente da República Dilma Rousseff, informa a coluna Painel, da Folha de S. Paulo.

Segundo a coluna o lote (ainda não analisado), é a aposta do PSDB para catalisar as ações movidas pelo partido para impugnar a chapa de Dilma e Michel Temer. Uma equipe de especialistas em prestação de contas foi acionada pelo partido para examinar o material.

Vale ressaltar que, ontem, o vice-presidente apresentou a sua defesa com relação ao processo de cassação. Segundo o advogado Flávio Caetano, que  é responsável pela coordenação da defesa, as argumentações de que as doações levariam a abuso de poder econômico e político são absolutamente infundadas.

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“Basta comparar a campanha vencedora [que elegeu Dilma Rousseff] com a do então candidato Aécio Neves, para ver que isso não ocorreu e não procede. É visível e notório. Além do mais, as empreiteiras envolvidas na Lava Jato doaram também tanto para a campanha do candidato tucano quanto para a campanha de Marina Silva [candidata do PSB, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno das eleições presidenciais]”, afirmou. 

Para o advogado, a origem de todas essas ações está na “dificuldade do PSDB para reconhecer a derrota nas urnas, a ponto de até mesmo levantarem suspeitas de que as urnas eletrônicas estariam fraudadas”.

Aliás, a defesa de Temer sela a reaproximação protocolar entre o vice e a presidente, que haviam se afastado no final do ano passado. Temer chegou até mesmo a cogitar a possibilidade de enviar defesa própria ao TSE no auge do distanciamento. 

O vice chegou a se aproximar dos tucanos mas, com o impeachment perdendo força, a proximidade da eleição do PMDB para a presidência do partido e novas etapas da Lava Jato, Temer recuou e passou a focar na sua manutenção no cargo de presidente da legenda. 

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