Eleições de 2014

TSE pede à PF e à PGR investigação sobre falhas em 77 mil votos de 2014; indícios são de fraude

TSE identificou ocorrências suspeitas de eleitores que, embora tenham justificado ausência, tiveram o voto computado na urna eletrônica

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Agência Brasil
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SÃO PAULO – O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) enviou à Polícia Federal e à PGR (Procuradoria Geral da República) pedido de investigação sobre possível falha em 77,4 mil registros de voto durante as eleições de 2014, sendo 40,4 mil no primeiro turno e 37 mil no segundo turno. Os indícios são de que possa ter havido fraude no momento da votação.

Isso porque, ao cruzar justificativas de ausência e votos processados, o TSE identificou essas ocorrências suspeitas de eleitores que, embora tenham justificado ausência, tiveram o voto computado na urna eletrônica. 

 O maior número de falhas foi constado em municípios do interior do Maranhão e da Bahia. No Maranhão, Centro de Guilherme contou com 74 casos no primeiro turno e 149 no segundo; já Bom Lugar teve 69 casos no primeiro turno e 94 no segundo. São Paulo foi o estado com maior ocorrência: 17,4 mil na soma dos dois turnos, seguido de Minas Gerais, com 9,1 mil e 8,1 mil respectivamente. 

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Ao efetuar cruzamento entre as justificativas por ausência na votação com a base de dados dos eleitores que efetivamente votaram, foi possível constatar o registro de voto por parte de eleitores que justificaram o não comparecimento”, afirmou o ministro do TSE Gilmar Mendes em ofício ao procurador-geral da República Rodrigo Janot.  As investigações deverão identificar se houve erro humano ou fraude.

O ministro do TSE Gilmar determinou que as cidades em que os problemas foram mais frequentes deverão adotar em regime de urgência o sistema biométrico de votação para prevenir possíveis fraudes nos próximos pleitos. Segundo o TSE, apesar das dúvidas,  o número de problemas identificado não tem o efeito de influenciar as eleições. Isso porque os casos identificados com o cruzamento estão pulverizados pelo Brasil. 

Ontem, o Tribunal divulgou que Mendes determinaria a troca de todos os mesários do País para o pleito de 2016 por causa das irregularidades, mas as informações foram corrigidas. As substituições ocorrerão apenas nas sessões eleitorais em que o problema foi identificado.