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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na terça-feira (22) que todos os candidatos que ele apoiou na América Latina foram eleitos. A afirmação ocorreu durante um evento do Escudo das Américas, aliança de países que visa combater o crime organizado em nível internacional.
“Estou com um aproveitamento de nove em nove: todos que eu apoiei venceram. Tivemos uma grande vitória na Colômbia, na Argentina, na verdade duas vezes, e muitas outras vitórias”, declarou Trump.

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A declaração ocorre a menos de 12 dias do primeiro turno das eleições no Brasil, em que o candidato apoiado por Trump, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aparece em segundo nas pesquisas de intenções de voto e empata tecnicamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na maioria das projeções de segundo turno.
De acordo com a última pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (23), Lula aparece numericamente à frente de Flávio, com 47,7% contra 47,4%. A diferença de 0,3 ponto percentual está dentro da margem de erro.
A declaração também ocorreu após Lula dirigir criticas veladas ao presidente norte-americano durante seu discurso na 81ª Assembleia Geral da ONU. No evento, o petista foi enfático ao afirmar que o “Brasil não cabe no quintal de ninguém” e pontuar que não vai “terceirizar a responsabilidade de defender fronteiras”, em referência às ações dos EUA EM países da América Latina.
O que é o Escudo das Américas
O grupo Escudo das Américas surgiu em março, durante uma cúpula convocada por Trump na Flórida para apresentar a proposta como articulação regional contra cartéis, organizações classificadas pelo governo norte-americano como “narcoterroristas”, imigração irregular e influência externa no continente americano.
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Entre os países que passaram a integrar ou participar das articulações do Escudo das Américas estão Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai e Peru, além de países da América Central e do Caribe que participaram de ações específicas do grupo. O Brasil não aderiu à iniciativa.