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Trump define “futuro” do dólar e mais 7 eventos vão agitar o mercado na próxima semana

Decisão sobre futuro presidente do Federal Reserve deve seguir como grande driver do mercado na próxima semana

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SÃO PAULO – Em uma semana marcada por grande pressão vinda do exterior, que acabou levando o dólar a encostar em R$ 3,30 e fez o Ibovespa encerrar no negativo. Para os próximos dias, o mercado ficará bastante atento aos Estados Unidos, que podem manter a volatilidade no mercado de câmbio conforme os investidores aguardam a escolha do futuro presidente do Federal Reserve.

Rumores apontam que Trump deve escolher o sucessor de Janet Yellen até o dia 3 de novembro. Para manter o status quo, a escolha seria pelo atual governador do Fed, Jerome H. Powell, enquanto o professor de economia da Universidade de Stanford, John B. Taylor, é o homem que poderia levar a uma alta mais acentuada dos juros nos EUA.

Esse debate tem deixado o mercado bastante agitado, levando o dólar a R$ 3,29 na quinta-feira após rumores apontarem que Taylor seria o selecionado. Por outro lado, nesta sexta, a Bloomberg informou que o presidente tende a escolher Powell, o que fez a moeda desabar de volta para R$ 3,24. Diante disso, os próximos dias serão decisivos para o futuro da moeda, mantendo a volatilidade no mercado até que Trump faça o anúncio.

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Ainda na maior economia do mundo, ocorre a reunião do Fed na próxima quarta-feira (1), e apesar da expectativa de manutenção da taxa de juros, as atenções se voltam ao comunicado em busca de pistas adicionais sobre uma possível elevação em dezembro. Na sexta-feira (3) ainda ocorre a divulgação do relatório de emprego, com estimativa de dado forte, com a criação de 310.000 vagas, numa possível recuperação após queda de setembro causada pelos furacões na região.

No Brasil, atenção especial para a Ata do Copom, na terça-feira (31) às 8h (horário de Brasília), que deve trazer maiores informações sobre o futuro do ciclo de corte da Selic após a decisão do Comitê na última semana deixar em aberto a chance de novas reduções em 2018. Ainda no plano doméstico, o mercado monitora as discussões sobre reforma da Previdência, em meio a um ceticismo crescente dos investidores de que o governo terá força para aprovar o texto.

Depois de todo o esforço para se manter no cargo, Temer não tem mais votos para projetos importantes, disse o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, em entrevista à Folha. Para ele, o Planalto saiu do processo fragilizado e desgastado. A reforma da Previdência, portanto, se tornou muito difícil e será preciso focar nos dois pontos mais compreensíveis: idade mínima e fim dos privilégios dos que ganham mais.

De volta ao cenário externo, as incertezas relacionadas à China têm pesado nos mercados de metais e minério de ferro nos últimos dias. A segunda maior economia do mundo abre a próxima semana com indicadores de atividade de outubro, com o PMI de manufaturas na segunda-feira (30). No Japão ainda teremos a reunião do Bank of Japan, enquanto na zona do Euro sai o PIB.

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