Transição política na Coreia do Norte requer atenção, alerta o Barclays

Mercado pode subestimar a magnitude e a duração do evento, mas cenário base prevê Kim Jong-Un assumindo o poder

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SÃO PAULO – Após a morte do líder norte-coreano Kim Jong-Il, analistas do Barclays alertam para o elevado grau de incerteza que tal situação representa e alerta aos investidores locais que mantenham posição defensiva.

“Pode ser muito cedo para julgar a atual situação, mas nós acreditamos que o mercado pode subestimar a magnitude das incertezas decorrentes do evento, bem como sua duração”, escreve Chanik Park, em relatório.

O foco, segundo o analista, deve ser na transição de lideranças – com o filho Kim Jong-Un assumindo o posto de líder – e a duração da nova administração.

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“Nós vemos impacto mínimo na economia sul coreana e em sua posição fiscal no momento”, complementa. Ainda pelo lado da Coreia do Sul, o analista diz que o país deve tomar uma série de medidas para estabilizar a confiança na região e minimizar os potenciais impactos negativos.

Desta forma, o Barclays trabalha com um cenário base no qual haverá uma incerteza inicial e quanto à transição completa do poder, mas que o sucessor tomará posse com a ajuda de familiares. A expectativa, diz, é de que o filho de Kim Jong-Il assuma logo antes do centésimo aniversário de nascimento de Kim Il Sung, em 15 de abril.

O melhor e o pior dos casos
No pior dos casos, Kim Jong-Un não consegue tomar o poder e a instabilidade no país sofre uma escalada, o que levaria à recomendação aos investidores estrangeiros a reprensar suas posições em renda fixa e ações, elevando a volatilidade nos mercados, escreve o analista. Já no melhor dos cenários, o sucessor abriria discussões mais amplas com a Coreia do Sul, o que melhoraria a relação entre os países e reduziria as tensões na fronteira.