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Trabuco e Loyo são os sonhos do governo para equipe econômica

Circula nas mesas de operações dos grandes bancos rumor de que governo pode indicar o presidente do Bradesco e o economista-chefe do BTG Pactual para a equipe econômica como forma de acalmar o mercado

(SÃO PAULO) – Dois nomes circulam com força nas mesas de operações dos grandes bancos e corretoras para integrar a equipe econômica em cargos-chave no segundo mandato de Dilma. Segundo apurou o InfoMoney, o mercado comenta que o governo deve chamar Luiz Carlos Trabuco Cappi e Eduardo Loyo para a equipe.

Trabuco é presidente do Bradesco, um banco tido como mais próximo a Dilma do que o principal concorrente, o Itaú, e poderia assumir o Ministério da Fazenda. O Bradesco divulgou nota hoje em que celebrou o processo democrático brasileiro. O nome de Trabuco já apareceu hoje na Folha de S.Paulo, na coluna de Monica Bergamo.  Mas a indicação ainda é apresentada como “sonho” na coluna.

Já Loyo é economista-chefe do BTG Pactual, foi representante do Brasil no FMI (Fundo Monetário Internacional) e possui PhD em Economia pela Universidade Princeton, tida como a melhor dos EUA ao lado de Harvard. Conhecido por ser um dos economistas que mais acertam as previsões de juros em todo o mercado, ele também era cotado para integrar a equipe econômica caso Aécio Neves tivesse vencido a eleição.

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A grande dificuldade de Dilma deverá ser atrair pessoas com excelente reputação para um governo com um histórico de decisões erráticas na economia e pesada intervenção da presidente em temas que deveria ser avaliados por técnicos.

Um aceno positivo foi revelado pelo Valor hoje, que informou que o projeto de autonomia do Banco Central poderá sair da gaveta no segundo mandato. Seria um excelente sinal ao mercado, mas é difícil imaginar como Dilma vai vender a importância desse projeto à sociedade depois de detoná-lo durante a campanha para desconstruir a imagem de Marina Silva, que o defendia.

Ainda segundo o Valor, o ex-presidente Lula é contra a nomeação de Aloizio Mercadante para a Fazenda e quer Henrique Meirelles no governo. A dificuldade em trazer Meirelles é que ele se desentendeu com Dilma várias vezes durante o governo Lula. Já Mercadante é visto como heterodoxo no mercado, assim como outros nomes cotados nos últimos dias, como Josué Gomes da Silva. Entre os economistas mais ligados ao governo, o único dos cotados até ontem que poderia agradar o mercado era Nelson Barbosa.

Já Tombini deve ser chamado a permanecer no BC, segundo informou a Reuters. Mas não se sabe se ele permanecerá. Toda a diretoria do BC ficou bastante incomodada com a propaganda de Dilma que detonou o projeto de independência do banco. Várias trocas são esperadas no BC nas próximas semanas por conta disso.