Impopular

“Time” coloca Michel Temer como um dos 5 políticos mais impopulares do mundo

Em artigo escrito por Ian Bremmer, CEO da Eurasia, publicação destaca impopularidade do presidente brasileiro, que é bem pior do que a de Trump

São Paulo – A revista Time divulgou uma análise na última segunda-feira (22) com cinco líderes mundiais que possuem uma popularidade mais baixa do que o presidente americano Donald Trump, que tem hoje pouco menos de 40% de aprovação em seu país. O artigo é escrito pelo CEO da consultoria Eurasia, Ian Bremmer, e aponta que há políticos pelo mundo com a situação pior do que a do americano.

Dentre eles, está o presidente brasileiro Michel Temer. Bremmer ressalta que Temer aparece nas pesquisas com aprovação abaixo de um dígito, apontando ainda que ele pode ser o segundo presidente seguido a sofrer o impeachment em meio à eclosão da nova crise política com a delação da JBS. 

“Assumir o lugar de um presidente após um impeachment deveria ser fácil, já que a expectativa é baixa. (…) Mas Temer  pode ser o segundo presidente seguido a sofrer um impeachment por sua ligação com o grande escândalo da Operação Lava Jato”.

PUBLICIDADE

As gravações da JBS aumentam a tensão política, mas Bremmer aponta que o Brasil já estava em apuros antes delas virem à tona. “A desaceleração da economia global e a quebra que acompanhou os preços das commodities atingiram fortemente o Brasil, provocando uma das piores recessões do país. O PIB caiu mais de 7% nos últimos dois anos, o desemprego triplicou, e pelo menos 3,5 milhões de pessoas que tinham sido tiradas da linha da pobreza nos anos de crescimento entre 2004 e 2014 voltaram a cair”, diz o analista.

Porém,Bremmer pondera: essas questões remontam a um período anterior à presidência de Temer e o peemedebista tenta introduzir reformas para consertar a economia nacional. Contudo, em meio à crise política, as reformas podem ficar para trás. 

Além de Temer, os presidentes Nicolás Maduro, da Venezuela, Jacob Zuma, da África do Sul, e os primeiros-ministros Najib Razak, da Malásia, e Alexis Tsipras, da Grécia são citados na matéria.