Política

Temer volta a reunir ministros e base aliada para discutir ajuste fiscal

O governo faz hoje uma nova investida para avançar com as propostas de ajuste fiscal que aguardam votação no Senado

O governo faz hoje (27) uma nova investida para avançar com as propostas de ajuste fiscal que aguardam votação no Senado. Os ministros Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento), Carlos Eduardo Gabas (Previdência) e Eliseu Padilha ( Aviação Civil) confirmaram uma nova reunião para hoje com o vice-presidente da República e articulador do governo no Parlamento, Michel Temer, e os líderes do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), e no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE).

No encontro, marcado para hoje, às 15h, eles tentarão acertar posições e definir estratégias em torno das medidas provisórias (MP) 664 e 665. As MPs preveêm alterações das regras para solicitação de seguro-desemprego, defeso, pensão por morte e abono salarial. Depois de uma reunião de líderes na Câmara no fim da manhã, o deputado José Guimarães evitou interferir no assunto, mas afirmou que vai continuar acompanhando o debate.

“As discussões avançaram bastante e as perspectivas são boas. Evidente que temos [líderes do governo] o compromisso efetivo de votar o ajuste dentro do que está sendo negociado. A negociação envolve os pontos principais e será uma grande demonstração para o país”, avaliou.

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Segundo Guimarães, o Brasil vive um novo momento e a votação dessas matérias consolidará as mudanças na economia. O líder lembrou a divulgação do balanço da Petrobras e números de geração de empregos.

Guimarães acrescentou que a reunião ministerial de sábado (25) será mais uma estratégia para reforçar a recuperação do país. Segundo ele, o “grandioso pacote de infraestrutura”, que será anunciado nos próximos dias, “é uma injeção fundamental para retomar o crescimento da economia, ampliar os empregos e resolver o gargalo da infraestrutura nacional”.

O deputado destacou que os projetos de concessão de aeroportos, rodovias e ferrovias terão R$ 150 bilhões previstos na primeira fase. José Guimarães disse ainda que todas as empreiteiras poderão participar, mas ponderou que, no caso das empresas envolvidas na Operação Lava Jato, o governo seguirá as recomendações da Controladoria Geral da União, da Advocacia Geral da União e do Tribunal de Contas da União.

Na Câmara, o destaque nas votações da semana é o Projeto de Lei 7.735/14, que regula o acesso ao material genético da biodiversidade. “Hoje, deve ser só [a votação do] projeto da Biodiversidade”, afirmou Guimarães, ao anunciar a retomada das conversas da base em torno da pauta da Casa. O texto tem 24 emendas apresentadas pelo Senado e deve ser discutida durante toda a semana na Câmara.

A retomada das conversas com líderes hoje seguiu um clima de balança após a aprovação do PL 4.330, conhecido como Lei da Terceirização. O governo não aprova o texto mas, em plenário, a base se dividiu. José Guimarães minimizou o resultado, informando que não houve erro de qualquer das partes, mas que a base decidiu discutir mais internamente o que estiver em pauta.

“A principal lição é que é necessário maior afinamento entre a base e o governo e entre o governo e os movimentos sociais. Ficam as lições, preservando as posições ideológicas dos partidos. Faremos esforço para evitar que o governo assuma um lado quando a base estiver dividida.”

O esforço pela harmonia inclui um pedido de conversa de líderes com Temer e um encontro entre PT e PMDB, com data a ser definida. “Não é a última nem será a primeira [tentativa entre os partidos]. O articulador político do governo é do PMDB. Portanto, há de ter uma concertação “entendimento”, concluiu.