Contra-ataque

Temer rebate alegação de golpe à imprensa externa e diz que Dilma prejudica o Brasil

"Se cada etapa do impeachment está de acordo com a Constituição, como pode ser golpe?", destacou o vice-presidente a jornais estrangeiros

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SÃO PAULO – Em entrevistas a jornais estrangeiros, o vice-presidente Michel Temer rebateu as alegações feitas pela presidente Dilma Rousseff de que há golpe no Brasil e afirmou que fala de Dilma sobre o golpe prejudica o País. 

“Não há golpe, de maneira alguma, ocorrendo aqui no Brasil”, disse o vice ao Financial Times. “Vários ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) disseram que o possível impeachment da presidente da República não representaria um golpe. É um processo constitucional”, destacou.

E completa: “quando ela me acusa de ser um conspirador ou um golpista, eu realmente tenho a capacidade de influenciar 367 deputados e 70% da população brasileira? É inteiramente sem fundamento esta reivindicação”. Temer disse ainda que a presidente Dilma deve defender-se no Senado ao invés de criar problemas para o Brasil, fazendo falsas declarações fora do País. “Não estou fazendo nenhum esforço, nenhuma ação, mas estou ofendido pelas palavras dela”, afirmou.

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A presidente está em Nova York onde vai assinar o Acordo de Paris sobre o clima, na ONU. Ela deve “denunciar o golpe em curso” na ONU, o que está sendo muito criticado por integrantes da oposição, e conceder entrevista a pelo menos dois veículos da mídia estrangeira.

Temer também concedeu entrevista ao Wall Street Journal, rebatendo novamente as alegações de Dilma. “Ela diz que sou o chefe do golpe, o que obviamente é perturbador para mim e para a vice-presidência da República”, disse ele. “Se cada etapa do impeachment está de acordo com a Constituição, como pode ser golpe?”.

O vice destacou ainda que está em conversas com potenciais ministros e que espera construir um governo de coalizão para o Brasil durante o julgamento de Dilma no Senado. “Quando chegar a hora, vou ter um ministério formado na minha cabeça e só então vou revelar nomes”, afirmou ao “The Wall Street Journal”.

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