Poucos meses para Dilma

Temer estará na Presidência até final de maio, diz Eurasia

Vazamento de conversas entre Dilma e Lula foi bomba que repercutiu no Brasil todo, minando movimento de Lula de assumir ministério e negociar com partidos de centro; impeachment pode ter base jurídica mais forte <div><span style="font-size: 14.6667px"></span></div>

(Bloomberg) – Ímpeto da Lava Jato se acelerou de forma significativa e essa tendência deve continuar, complicando sobrevivência política de Dilma e impactando nas expectativas do Congresso, diz Christopher Garman, diretor para países emergentes do Eurasia Group, em entrevista. Veja abaixo os principais trechos:

  • Decisão do STF de permitir prisão de condenados após decisão de 2ª instância criou “ambiente de corrida para fechar acordos de delação premiada”
    • “Janela para fechar acordos está se estreitando, à medida que é preciso entregar algo valioso para se ter um bom negócio”
    • Empresas também estão correndo para fechar acordo de leniência 
  • Vazamento de conversas entre Dilma e Lula foi bomba que repercutiu no Brasil todo, minando movimento de Lula de assumir ministério e negociar com partidos de centro; impeachment pode ter base jurídica mais forte
    • “Se houver expectativa de consolidação de que governo cai, todos os de centro abandonarão o barco” 
  • Ainda que governo tenha a possibilidade de recorrer em um processo de impeachment, STF tende a ser célere no julgamento; processo de impeachment poderia ser arrastado até junho com recursos
  • Temer não teria dificuldade em reunir apoio no Congresso
    • Temer vai tentar mostrar serviço rapidamente; precisa entregar algo para mudar expectativas
    • “Deve entregar algum elemento de reforma da Previdência, deve buscar algum cobertor de receitas para chegar a 2018”
    • Agenda de Calheiros tende a ser aprovada no Senado, principalmente pontos do pré-sal, autonomia do BC e lei das estatais
  • “Grande ‘fator X’ no cenário Temer é o quanto Lava Jato pode comprometer o partido dele”
    • “Lava Jato vai dar uma refrescada após impeachment, mas tem dinâmica própria, que não dá para controlar”
    • “PT e esquerda estarão numa oposição arraigada, em ambiente de desemprego aumentando, movimentos sociais estarão contra novo governo; é um complicador, mas não é o mais importante; Temer pode superar se tiver base coesa” 
  • “Se novas eleições fossem convocadas este ano, via TSE, Marina Silva teria vantagem”
    • “Mas desemprego estará no ápice quase 1 ano antes das eleições”
    • “Grande dúvida é qual será a demanda eleitoral, se será por um candidato anti-políticos ou um candidato crível do lado econômico – nesse caso PSDB estaria bem posicionado” 
  • Mercado ainda não precificou 100% da queda de Dilma
  • NOTA: Eurasia eleva para 75% chances de Dilma não terminar mandato

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