Fala ao Globo

Temer escreveu carta para não cair em “arapuca” e diz: decisão de Cunha tem lastro jurídico

Vice-presidente afirmou que surpreeendeu com o fato gravíssimo de o Palácio ter divulgado uma carta confidencial.

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SÃO PAULO – O vice-presidente Michel Temer encaminhou na noite desta segunda-feira uma carta para a presidente Dilma Rousseff. Nela, ele expõe a sua insatisfação com a presidente Dilma Rousseff e afirma que ela nunca confiou nele. 

De acordo com informações do jornal O Globo, Temer confidenciou a amigos que enviou a carta para não precisar se encontrar pessoalmente com a presidente e ser vítima de nova “arapuca” armada pelos ministros, que buscam associá-lo à defesa do governo contra o impeachment. Peemedebistas destacam que a carta não significa rompimento, mas é quase isso. 

Em conversa ao jornal, Temer afirmou: “escrevi uma carta confidencial e pessoal à presidente da República. Tive o cuidado de mandar pessoalmente a minha chefe de gabinete entregá-la. Mais uma vez avaliei mal. Desembarquei em Brasília agora à noite e me surpreendi com o fato gravíssimo de o palácio ter divulgado uma carta confidencial. Eu já tinha me decepcionado quando os ministros Edinho Silva (Comunicação Social) e Jaques Wagner (Casa Civil) divulgaram versões equivocadas do meu último encontro com a presidente, me deixando mal jurídica e politicamente”.

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Temer relata o episódio em que o ministro da Casa Civil divulgou a informação errônea de que o vice não via lastro jurídico no impeachment. O vice havia afirmado que a decisão de Cunha tem lastro jurídico. “Eu havia sido comunicado pelo Eduardo Cunha que ele acolheria o pedido de impeachment. Reconheci seu direito de fazê-lo e depois o ministro Jaques Wagner colocou na minha boca a afirmação de que a decisão não tinha lastro jurídico. Constrangido, tive que desmenti-lo. O acolhimento tem sim lastro jurídico”.

Horas antes de ir para Brasília, Temer apresentou a uma plateia de cerca de 150 empresários em São Paulo o programa de governo do PMDB para que o Brasil saia da crise. Temer falou por cerca de meia hora sobre as propostas de “Uma ponte para o Futuro”.


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