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Temer e Maia candidatos a presidente em 2018? (P)MDB e DEM traçam estratégias para emplacá-los

Confira essas e outras notícias do noticiário político desta sexta-feira (29)

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SÃO PAULO – Mesmo por conta do noticiário menos intenso por conta do recesso parlamentar, os jornais seguem destacando as movimentações de atores políticos de olho nas eleições de 2018 (principalmente as presidenciais).

Algumas candidaturas à presidência são improváveis, como é o caso de Rodrigo Maia (DEM) e de Michel Temer (PMDB, ou agora MDB). Mas, mesmo assim, os seus respectivos partidos devem continuar tentando, aponta o jornal O Estado de S. Paulo em diferentes matérias.

Segundo a Coluna do Estadão, o DEM planeja deixar o governo para lançar candidatura própria ao Planalto em 2018 e o preferido é Maia. A avaliação dentro do partido é de que o presidente da Câmara teria mais chances de competir com outros candidatos do centro, campo disputado hoje pelo tucano Geraldo Alckmin e Henrique Meirelles (PSD) – e querem dissociar seu candidato do nome apoiado pelo Palácio do Planalto. 

A data da convenção do partido é  6 de fevereiro, quando a legenda deve consolidar sua disposição de apresentar um nome na disputa e se posicionar como independente. Contudo, o jornal informa que Maia resiste a uma candidatura. 

Enquanto o presidente da Câmara ainda mostra resistência, o Palácio do Planalto e a cúpula do PMDB já possuem uma estratégia pronta para tentar viabilizar a candidatura do presidente Michel Temer à reeleição, em 2018, apesar da aprovação ainda estar na casa de um dígito, diz o jornal.

O plano é ancorado em pilares que incluem não só a evolução dos indicadores econômicos, mas também o reforço da agenda social. “Na lista das medidas que serão anunciadas, nos próximos dias, está a prorrogação do limite de R$ 1,5 milhão para o financiamento da casa própria com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço)”, aponta a publicação.  A ideia é reembalar programas sociais da era petista, dirigidos às camadas mais pobres. Até abril o governo concederá novo reajuste ao Bolsa Família. A ideia é dar aumento real, acima da inflação.

Para 2018, a possível entrada do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), no páreo presidencial não empolga o Planalto, mas o apoio a ele continua no radar, caso Temer não decole ou fique impedido de concorrer por problemas de saúde. Contudo, a avaliação é de que, se no fim do primeiro trimestre a população começar a sentir o efeito da recuperação econômica, e Temer ultrapassar o único dígito nas pesquisas, o nome para empunhar a bandeira da centro-direita pode ser o dele. 

Até agora, no entanto, a maioria dos partidos aliados resiste a essa alternativa, enquanto uitos argumentam que é preciso uma fisionomia nova para quebrar a polarização entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Já a adesão do PMDB à candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência é hoje vista como remota.

Enquanto isso, uma candidatura é quase certa, mas pode ser barrada no ano que vem: a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que terá recurso contra a condenação na Operação Lava Jato julgado em 24 de janeiro no TRF de Porto Alegre. 

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Neste sentido, a coluna Painel, da Folha, informa que o PT vai promover no dia seguinte ao julgamento uma reunião ampliada de sua executiva para relançar a candidatura do ex-presidente em 2018. O partido convocou deputados, senadores e governadores para o evento –que será realizado independentemente da decisão dos desembargadores. Com a percepção de que a condenação de Lula será confirmada, o ato será um gesto de resistência da sigla ao calvário jurídico de seu líder.

O partido também já está com o roteiro das mobilizações para o julgamento em Porto Alegre praticamente fechado. Haverá panfletagem do dia 13 ao dia 22 de janeiro, quando o MST montará acampamento na cidade e demais movimentos devem ir para a capital gaúcha no dia 23. 

Outras notícias da política
Entre outros destaques da política, a Folha informa que o Tesouro Nacional começou a pagar pelos calotes que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) sofreu por financiar em outros países obras de empreiteiras brasileiras envolvidas na Operação Lava Jato. No último dia 15, o governo liberou do Orçamento R$ 124 milhões para ressarcir o banco por não receber US$ 22,4 milhões (fora encargos) de um financiamento feito a Moçambique, sendo este possivelmente o começo de uma série de pagamentos que recairão sobre o contribuinte brasileiro e que, apenas no caso do país africano, deve chegar a US$ 483 milhões (R$ 1,5 bilhão). O governo também deve decretar calote oficial da Venezuela, pela falta de pagamento de uma parcela de US$ 262 milhões em setembro. O BNDES e bancos privados têm a receber US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões) da Venezuela –mais da metade desse valor em 2018. 

Também em destaque no noticiário político, a bancada do PT na Câmara dos Deputados informou que entrou com representação criminal na PGR (Procuradoria Geral da República) contra o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun. Ele declarou que espera apoio à Reforma da Previdência dos governadores que receberem financiamentos federais, o que gerou grande repercussão negativa e motivou uma carta pública de governadores do Nordeste com críticas ao ministro. Na representação, o PT pede que se apure se Marun cometeu crime de corrupção e improbidade administrativa.

Além disso, antes de deixar formalmente o cargo de ministro do Trabalho, o deputado federal Ronaldo Nogueira (PTB-RS) decidiu publicar uma nova portaria sobre a definição de trabalho escravo. O texto substitui uma outra portaria editada em outubro com regras que dificultavam o combate ao trabalho escravo e favoreciam os empregadores que poderiam entrar para a chamada “lista suja” das empresas que mantêm trabalhadores em condição análogas à escravidão.

O texto foi barrado pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber em decisão liminar e Nogueira foi obrigado a suspender as regras, que foram alvo de muitas críticas de entidades sindicais e de defesa dos direitos humanos. Ao contrário da norma de outubro, a portaria agora publicada torna bem mais rigorosos os conceitos de jornada exaustiva e de condição degradante de trabalho. Além disso, a portaria atualizada elimina a exigência de autorização do ministro do Trabalho para divulgação da “lista suja”.

Por fim, atenção para a notícia de que, na onda da popularização das moedas digitais, o governo de Geraldo Alckmin (PSDB-SP) assinou um protocolo de intenção com a CG/LA Infrastructure para estudar um possível uso de criptomoedas para o financiamento de projetos de infraestrutura no estado de São Paulo. É o que informa a Coluna do Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo. Segundo o jornal, a parceria não envolve custo. 

De acordo com a publicação, o acordo também prevê a possibilidade de adoção da tecnologia blockchain, mais conhecida por respaldar o bitcoin, como instrumento para implantar e acompanhar projetos na área de iluminação pública. 

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