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Temer diz a Dilma que ajuste pode cair por culpa do PT

Vice-presidente dá ultimato ao governo para que apoie as medidas de corte de gastos do governo prometidas pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy

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SÃO PAULO – O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), deu um ultimato ao governo, afirmando que o PT deve assumir a defesa do ajuste fiscal definitivamente ou ele mesmo não irá garantir a aprovação das medidas propostas pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Segundo informações do Valor Pró, serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico, o peemedebista teria feito as fortes declarações em reunião da coordenação política esta manhã. 

As Medidas Provisórias 664 e 665 – que tratam das alterações no seguro-desemprego, abono salarial, pensão por morte e auxílio reclusão – serão discutidas hoje e votadas nos próximos dias. Para o vice-presidente, se o ajuste fiscal não for aprovado, o contingenciamento do Orçamento da União de 2015 “será muito radical”, de acordo com o Valor“Estou sugerindo para o PT, que tem entrosamento com os trabalhadores e com as centrais sindicais, para que por inteiro se dedique a esta aprovação, assim como os demais partidos da base aliada”, disse. 

Apesar de lutar pelo ajuste, Temer nega que a aprovação das medidas vá trazer uma economia de R$ 18 bilhões para as contas públicas, mas também não ofereceu números precisos, apenas afirmou que estará na casa dos bilhões. 

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Ele também minimizou as divergências entre ele e os presidentes da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB) e do Senado, Renan Calheiros (PMDB) em relação ao ajuste. Para ele, quaisquer diferenças existentes são apenas de “concepção” e os três deverão caminhar juntos nas votações “em favor do País”.