Temer afirma que eleição hoje é sobre “João ou José” e não sobre proposta política

Ex-presidente defendeu a necessidade de romper com a polarização para que foco retorne aos projetos ofertados à população

Caio César

O ex-presidente Michel Temer no evento Global Voices, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em São Paulo. (Foto: Divulgação / CNC)
O ex-presidente Michel Temer no evento Global Voices, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em São Paulo. (Foto: Divulgação / CNC)

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O ex-presidente Michel Temer afirmou que a polarização política remodelou a forma como o eleitor tem votado nas eleições para presidente. Segundo o ex-mandatário, hoje a disputa se baseia mais no peso dos nomes do que nas propostas ofertadas.

“A disputa hoje no Brasil é entre João e José. E as pessoas escolhem em quem votar em função precisamente desses nomes e não em projetos que tenham sido oferecidos”, destacou durante painel do Latam Energy Week, evento realizado para discutir o setor de energia com a presença de executivos e políticos.

Temer também criticou a condução do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dizendo que não há um projeto claro de governo e que ações têm sido tomadas de forma desestruturada.

“Se eu consultar qual é o projeto do governo hoje e as coisas que estão acontecendo? Não existe.As pessoas não votam mais a favor porque não conhecem o projeto, votam contra. Você você contra para que fulano não seja eleito”, afirmou.

O ex-presidente tem tentado reanimar a terceira via nas eleições deste ano. Durante conversa na segunda-feira (6), Temer afirmou que Ronaldo Caiado é uma ótima alternativa para disputa eleitoral, dada a sua “quilometragem extraordinária na vida pública”. A dificuldade que o candidato encontrará, afirmou, será “romper a radicalização” da disputa entre a família Bolsonaro e Lula.

“O Caiado tem muita história política. O que eu não sei é que ele consegue romper essa chamada polarização radical. Está muito dividido entre Lula e Bolsonaro. A solução seria se ele conseguir impor a ideia de que vai tranquilizar o País, ele pode ser um concorrente muito efetivo.”, afirmou em entrevista ao podcast de política da Warren Investimentos.

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