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Temer admite que foi ingênuo no caso Joesley e “não perde a piada” com deputado que tatuou seu nome

Presidente jantou na noite da última terça-feira com sua "tropa de choque" na casa do vice-presidente da Câmara

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SÃO PAULO – Em jantar com deputados da base aliada na noite da última terça-feira (1), Michel Temer admitiu que foi ingênuo em acreditar em Joesley Batista, a quem acusa de “banditismo” por ter gravado a conversa entre os dois no dia 7 de março no Palácio do Jaburu, áudio que culminou na maior crise do governo Temer e levou à denúncia de Rodrigo Janot contra o peemedebista que está sendo votada nesta quarta-feira (2) na Câmara – acompanhe em tempo real clicando aqui.

“Provocações que são feitas fruto, convenhamos, de um acidente e uma certa ingenuidade, mas fruto, fundamentalmente, de um banditismo muito negativo. Sou obrigado a dizer isso em voz alta e em letras garrafais para que as pessoas saibam com quem estamos lidando”, afirmou o presidente de acordo com informações do Broadcast Político.

Quando chegou na casa do vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG), onde o jantar foi organizado, Temer foi recebido sob aplausos dos deputados e não poupou elogios para a sua “tropa de choque”: “quando nós fizemos o que fazemos pelo País, estou falando de todos nós. Não governo sozinho, governo com todos vocês (…) já me sinto feliz pelo carinho, pela amizade, pela fraternidade que encontrei durante todo o dia de ontem e hoje, especialmente aqui na casa do Fabinho”.

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Segundo as informações, o presidente ficou bastante à vontade nos 30 minutos que ficou na residência e, inclusive, arrancou sorrisos ao brincar com Wladimir Costa (SD-PA), deputado federal que tatuou o nome de Temer no ombro direito. Costa afirmou que todos aprovaram e completou: “vários parlamentares disseram que irão procurar um tatuador para fazer homenagem parecida”.