Uma limonada do limão

“Tem que manter isso”: polêmica frase pode virar lema da campanha de Temer

Michel Temer vê uma janela de oportunidade para se destacar no pleito de 2018 em meio à desorganização do centro, mas ainda é preciso combinar com os aliados, aponta a coluna Painel, da Folha

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SÃO PAULO – Mesmo com uma alta reprovação de seu governo e com muitos aliados se afastando dele de olho nas eleições, Michel Temer vê uma janela de oportunidade para se destacar no pleito de 2018 em meio à desorganização do centro, segundo aponta a coluna Painel, da Folha de S. Paulo.  

Para capitanear o centro, o Palácio do Planalto teria a missão de alardear dados positivos nos próximos meses, sendo que um pacote de publicidade está sendo gerado para marcar dois anos de governo, em maio. Segundo o jornal, há também quem defenda que a frase que marcou o mais grave escândalo da gestão Temer seja usada a favor do presidente. Um conselheiro disse que é preciso apontar dados objetivos da economia e dizer textualmente: “Tem que manter isso”, em referência à fala do emedebista a Joesley Batista revelada em maio de 2017 e que causou a mais grava crise do governo Temer. 

De acordo com o jornal, o presidente se colocará como agente disposto a reorganizar o centro, usando a base do governo como ponto de partida, tentando assim isolar a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) ao menos até junho e se reaproximar do DEM, de Rodrigo Maia (RJ).

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O Palácio do Planalto comemorou o fato do tucano não ter esboçado crescimento no último Datafolha, apontando que a imobilidade do ex-governador paulista abre caminho para Temer acionar aliados e tentar alinhar siglas contempladas com espaços na Esplanada na defesa de um programa para o pleito – a indicação do nome que capitanearia o projeto ficaria para depois. 

Porém, aponta a coluna, difícil será convencer partidos que apoiam ou apoiaram Temer a embarcar na tese. Ala expressiva do DEM, por exemplo, vê o presidente como “espantalho de votos”.