Maior competitividade

Tarifa reduzida de energia diminuirá custos de produção da indústria

Segundo a CNI, a medida terá maior impacto nos eletrointensivos, uma vez que a energia elétrica representa cerca de 20% no consumo industrial de energia

SÃO PAULO – Uma análise feita pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) revela que a queda de 28% na tarifa de energia, anunciadapela Dilma Rousseff, reduzirá em até 4% o custo fixo de produção da indústria brasileira e poderá impulsionar os investimentos das empresas.

“Essa medida aumenta a competitividade da indústria e estimula o investimento porque reduz preços e faz com que o empresário tenha mais confiança em produzir e gerar emprego no Brasil. Teremos um produto mais competitivo no mercado nacional e internacional”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Andrade também afirma que a diminuição dos custos deve ser repassada para o consumidor final, pois, com os preços mais baixos, o consumo de produtos nacionais será maior, aumentando a competitividade do País.

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A medida terá maior impacto nos eletrointensivos, uma vez que a energia elétrica representa cerca de 20% no consumo industrial de energia. Com base nos dados da PIA 2010 (Pesquisa Industrial Anual) e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a CNI estima que as despesas de energia correspondam a 3,9% do custo direto da produção industrial.

Tributos brasileiros
Atualmente, cerca de 45% do custo médio total da tarifa de energia elétrica é destina aos encargos, taxas e tributos. O Brasil é o País entre os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) que paga mais caro pela energia consumida, com cerca de 143% a mais.

“Estamos iniciando no Brasil um processo de desonerações, mostrando que é possível desonerar em todos os setores, em todas as áreas”, Analisa Andrade.

A expectativa da CNI é que essa medida acompanhe as ações destinadas para aumentar a participação do setor privado na ampliação e modernização da infraestrutura, sobretudo no setor de portos, e a aperfeiçoar o sistema de arrecadação de impostos, diminuindo a cumulatividade e a acumulação de créditos tributários.