Publicidade
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), retornará a Brasília nesta segunda-feira para fazer novas articulações políticas pela votação do projeto de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão em regime inicialmente fechado. Ele foi considerado culpado pelos crimes de organização criminosa, golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Os outros sete réus também foram condenados. A condenação transformou a pauta da anistia em teste decisivo Tarcísio.
“Bolsonaro e os demais estão sendo vítimas de uma sentença injusta e com penas desproporcionais”, disse o governador, cotado para substituir Bolsonaro nas urnas na eleição do ano que vem, após a condenação.

Bolsonaro vai a hospital e deixa prisão domiciliar pela primeira vez após condenação
Presidente fará cirurgia de pele autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF

Bolsonaro pode ser preso até dezembro se recursos forem rejeitados
Ex-presidente e mais sete aliados foram condenado a penas que variam de 16 a 27 anos
Para o cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Eduardo Grin, Tarcísio enfrenta um dilema: se não conseguir aprová-la, será visto pelo bolsonarismo como fraco; se insistir, arrisca romper com setores democráticos que demonstram simpatia por ele e com o próprio Centrão.
O Centrão pretende aumentar a pressão no Congresso para aprovar uma versão intermediária do projeto de anistia, em gesto a Bolsonaro. Em contrapartida, o grupo de partidos espera que o ex-presidente escolha até o fim do ano o nome de Tarcísio como seu substituto nas urnas no ano que vem.
Uma anistia ampla, para executores e planejadores do golpe, enfrenta resistência no Supremo Tribunal Federal e no próprio Congresso.